Lista de sugestões de filmes interessantes. Cada postagem traz foto, breve sinopse, censura, diretor, distribuidora, elenco, responsáveis pelo roteiro, musica e fotografia. Com o eterno deslumbramento de fã apaixonada, By Star Filmes acredita que o cinema emociona, ensina e é a melhor diversão.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Homens de Preto 3

Men in Black 3 *
(2012) 106 min (10 anos)

EUA - O criminoso Boris, o Animal, escapa de LunaMax, uma prisão de segurança máxima baseada na Lua. O último dos blogoditas vem à Terra para vingar-se do agente K, que cortou seu braço ao prendê-lo 40 anos atrás, evitando a invasão do planeta pelos blogoditas. Boris é vencido novamente e volta no tempo até 1969 para matar K. Quando o agente J percebe que a linha do tempo foi modificada no presente e a agente O informa que o agente K tinha morrido em 16 de julho de 1969, J decide voltar no tempo um dia antes para salvar K. O agente J tem dificuldade em convencer o jovem agente K com explicações mentirosas, mas quando ele decide falar a verdade, K acredita e os dois vão procurar Boris juntos. Eles são ajudados pelo amigável alienígena Griffin, que consegue ver o futuro e entrega a K a Rede Arc para proteger a Terra da invasão Blogodita. Mais tarde J descobre um segredo sobre K e ele mesmo. (tradução da sinopse de Claudio Carvalho para o IMDB)

Eu ainda tinha vestígios de preconceito contra sequências dos filmes de sucesso. Assistindo Homens de Preto 3 talvez tenha ficado curada. Desde o momento em que a namorada de Boris entra no presídio lunar usando botas pretas de salto agulha e cano alto, levando um baloiçante bolo cor-de-rosa, até a fuga do malévolo alienígena, mal respirei. Um começo admirável. Seguido pela inspirada interpretação de Josh Brolin como o jovem agente K - Brolin incorporou Tommy Lee Jones! Emma Thompson rouba as cenas em suas breves aparições como a divertida e discreta Agente O. E o angélico ET Griffin completa a equipe do bem contra o abominável Boris, em alguns momentos inspirados. Ótimos roteiro, música e fotografia, além de numerosos alienígenas baseados nos extraterrestres dos filmes de ficção de décadas passadas. No final ainda há uma cena que explica algumas coisinhas sobre o relacionamento entre K e J. Vale preparar uma enorme tigela de pipoca e chamar a família.
the password is swordfish

Diretor: Barry Sonnenfeld
Roteiro: Etan Cohen, Lowell Cunningham
Musica: Danny Elfman
Fotografia: Bill Pope (Homem-Aranha 3, Matrix, As Patricinhas de Beverly Hills)
Elenco: Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Jemaine Clement, Emma Thompson, Michael Stuhlbarg, Mike Colter, Nicole Scherzinger, Alice Eve, Bill Hader
Distribuidora: Sony

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Outra Terra

Another Earth
(2011) 92 min (12 anos)

EUA - Na noite em que a adolescente Rhoda Williams comemorava a entrada no programa de Astrofísica do MIT (Massachussets Institute of Technology), o rádio noticiava a descoberta de uma segunda Terra, em tudo semelhante à nossa. Ainda sob o efeito das bebidas, Rhoda dirigia enquanto procurava o novo planeta azul no céu. Um pouco distante, a família Burroughs conversava animadamente dentro de seu automóvel, esperando o sinal verde. Antes que se dessem conta, foram abalroados pelo carro de Rhoda.

Quatro anos depois, a jovem deixa a penitenciária, emprega-se na equipe de limpeza da escola local e se inscreve como voluntária para a primeira viagem tripulada ao planeta Terra 2. Consumida pelo remorso, decide  desculpar-se com John Burroughs, que sobreviveu ao acidente. Quando o deprimido compositor atende a porta, Rhoda perde a coragem e oferece uma limpeza gratuita na residência, como promoção da firma Maid in Haven. John aceita, gosta do serviço e pede que ela volte. Enquanto arruma a casa do músico, Rhoda vai se envolvendo cada vez mais com ele, interessada em ajudá-lo a sair da depressão.

Esse é um filme curioso, um pouquinho lento, apoiado na performance da promissora Brit Marling. Interessante para os fãs de ficção científica, embora não aprofunde as possibilidades sugeridas. Numa de minhas cenas favoritas, quando uma cientista se comunica com o novo planeta, descobre estar falando com uma réplica de si mesma. Isso deixa as pessoas imaginando mil coisas. Existiria realmente um mundo paralelo, exatamente igual ao nosso, como um reflexo no espelho, onde nossas réplicas estariam sincronizadas conosco, vivendo e agindo da mesma forma? Uma ideia bizarra e uma solução inesperada.

Diretor: Mike Cahill
Roteiro: Brit Marling, Mike Cahill
Musica: Fall on Your Sword
Fotografia: Mike Cahill
Elenco: Brit Marling, William Mapother, Kumar Pallana, Matthew-Lee Erlbach, DJ Flava, Robin Taylor, Natalie Carter
Distribuidora: Fox Filmes

domingo, 23 de setembro de 2012

A Delicadeza do Amor

La Délicatesse *
(2011) 109 min (10 anos)

França - François e Nathalie se amam e só têm olhos um para o outro. Enamorados,  cúmplices, companheiros, estão juntos para sempre. Mas nosso tempo na Terra é fugaz e um acidente priva Nathalie do seu grande amor. Mergulhando no trabalho, a enlutada viúva resiste às investidas do chefe, bloqueia o interesse amoroso e é promovida pela dedicação à empresa sueca. Mas o fato de não procurar refazer sua vida amorosa preocupa a família e os amigos. 

Três anos mais tarde, inesperadamente, um impulso leva-a a beijar um colega que entra em sua sala para consultá-la sobre um projeto. Entre atônito e radiante, o beijo parece despertar o sueco Markus Lundl de um estado quase letárgico, como se antes fosse um "feio adormecido", completamente invisível para todos. Em encontros subsequentes, o funcionário tem a oportunidade de revelar um fino senso de humor, simplicidade e gentileza, qualidades que em muito superam sua aparência pouco atraente. Mas os amigos e colegas de trabalho de Nathalie permanecem cegos para as qualidades de Markus e não conseguem esconder o fato.

Quando Nathalie começa a se recuperar do prolongado luto, vai com a amiga Sophie a uma boate, ou discoteca. Ao vê-la se soltando, dançando sozinha no meio da pista lotada de gente, Sophie se comove e seus olhos se enchem de lágrimas. Esse interesse e cuidado com o outro está na essência da verdadeira amizade. No casamento, o verdadeiro Amor exclui automaticamente buscas e comparações, a pessoa escolhida torna-se depositária fiel de nossos afetos e confidências, nosso melhor amigo com um "algo a mais". Essa foi para mim a imagem mais importante de "A Delicadeza do Amor".

Os dois relacionamentos de Nathalie, embora  tão diferentes, tinham em comum a intimidade e exclusividade.  Markus não era bonito ou charmoso como François, mas seu temperamento equânime, respeitoso, alegre, discreto, tornaram-no confiável, outro atributo valioso na escala das virtudes desejáveis para a convivência. Até o chefe de Nathalie captou de imediato a impossibilidade de vencer tal combinação de qualidades. Nem todo mundo há de apreciar "A Delicadeza do Amor" (parece que Rubens Ewald Filho detestou), mas me atingiu em cheio.

Diretor: David e Stéphane Koenkinos
Roteiro: David Koenkinos, baseado em seu romance "La Délicatesse"
Musica: Emilie Simon
Fotografia: Rémy Chevrin
Elenco: Audrey Tautou, François Damiens, Bruno Todeschini, Mélanie Bernier, Joséphine de Meaux, Pio Marmaï, Monique Chaumette, Christopher Malavoy, Ariane Ascaride, Vittoria Scognamiglio, Olivier Cruveiller
Distribuidora: California Filmes

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Principe do Deserto

Black Gold *
Or Noir
(2011) 130 min (14 anos)

Península Arábica - Na Arábia dos anos 30, entre as tribos do deserto era comum morrer de cólera. O progressista Emir Nesib de Hobeika sentia-se um rei pobre e lamentava ter perdido a esposa por falta de melhores condições de vida. Por isso, foi com entusiasmo que recebeu o americano Sam Thurkettle, geólogo da Texan Oil, e concordou com a exploração do petróleo na "Faixa Amarela". Esse pedaço do deserto fora estabelecido como terra de ninguém, num acordo com o sultão Amar de Salma. Mas o antiquado sultão não valoriza o dinheiro e se opõe à retirada do petróleo. Os dois rivais partilham algo em comum: o príncipe Auda, criado desde garoto pelo Emir Nesib, é filho de sangue de Amar. Estudioso e sensível, o jovem príncipe aprendeu muito nos livros, embora neles não estivesse escrito como ser leal aos dois homens a quem devia sua vida.

O diretor Jean-Jacques Annaud sabe contar uma história, já havia provado esse talento em O Nome da Rosa (1986) e A Guerra do Fogo (1981). Seu Príncipe do Deserto parece a figura menos heróica na multidão de guerreiros valentes que percorre o deserto a cavalo, empunhando cimitarras e rifles. O jovem Auda usa óculos, prefere a paz, fica muito satisfeito ao ser nomeado bibliotecário no reino de Nesib e utiliza argumentos convincentes em ardorosos debates com os líderes tribais. Ele há de se descobrir um grande líder. Essa produção árabe de 55 milhões de dólares aborda rapidamente temas como fé, família, lealdade, ressaltando as diferentes visões de líderes muçulmanos em relação às vantagens do dinheiro e do progresso.

Normalmente abomino cenas de guerra, mas ficaram lindas as batalhas no deserto: os turbantes e mantos vermelhos, azuis e verdes, destacando-se na areia amarela. As gravações foram feitas na Tunísia e no Qatar, durante a Primavera Árabe. Os fatos por trás dos bastidores talvez sejam mais emocionantes do que o próprio filme. Podem-se ler os interessantes comentários de Stuart Jeffries no site britânico The Guardian.

Curiosidades:
* As filmagens começaram na Tunísia no outono de 2010, ao mesmo tempo em que o povo se revoltava contra a ditadura do presidente Zine El Abidine Ben Ali. A equipe mudou-se para o Qatar, onde precisou explicar na alfândega as 300 armas e seis toneladas de explosivos. Como as armas eram réplicas, eles conseguiram passar.

Diretor: Jean-Jacques Annaud (Sete Anos no Tibet, Guerra do Fogo , O Nome da Rosa)
Roteiro: Menno Meyjes, baseado no livro de Hans Ruesch The Great Thirst
Musica: James Horner
Fotografia: Jean-Marie Dreujou (Balzac e a Costureirinha Chinesa)
Elenco: Antonio Banderas, Mark Strong, Tahar Rahim, Freida Pinto, Riz Ahmed, Akin Gazi, Corey Johnson, Lotfi Dziri, Liya Kebede
Distribuidora: Warner Brothers

domingo, 16 de setembro de 2012

Norte e Sul

North and South * *
(2004) 235 min (12 anos) feito para a TV

Inglaterra - A família do pastor Richard Hale deixa com tristeza seu lar em Helstone, no verdejante sul da Inglaterra. O clérigo decidiu abandonar a paróquia porque suas idéias começaram a divergir da doutrina da Igreja Anglicana. Ainda pesarosas, sua esposa Maria e a filha Margaret mudam-se para a cinzenta Milton, uma cidade industrial mais ao norte, onde o ex-pastor lecionará para garantir seu sustento. Um dos primeiros alunos de Richard Hale é John Thornton, proprietário da fábrica de algodão Marlborough Mills

O determinado empresário mora com a mãe severa e a frívola irmã Fanny. Uma das virtudes do industrial foi, mesmo jovem, ter lutado para honrar as dívidas deixadas pelo pai. Atualmente faz o possível para manter  Marlborough Mills  funcionando, em meio às lutas de classe entre operários e patrões. Numa primeira visita à fábrica dos Thornton, Margaret Hale testemunhou a maneira agressiva como John lidou com um operário que fumava dentro das instalações. A partir deste momento, a jovem forma uma impressão desfavorável sobre o aluno de seu pai. 

Escolhi Norte e Sul para comemorar os 5 anos do blog By Star Filmes porque acredito que mereça ser mais divulgado. É o filme que acompanha Cranford, na Coleção Elizabeth Gaskell, da distribuidora Logon. Tardiamente tomei contato com as histórias de Elizabeth Gaskell (1810-1865), uma das autoras favoritas de minha sogra. Quando bem jovem, meu tempo livre foi povoado por Monteiro Lobato, Condessa de Ségur, Edgar Rice Borroughs (autor das aventuras de Tarzan), Jack London, Julio Verne, H. G. Wells, Jane Austen, Charles Dickens, Oscar Wilde, Giovanni Guareschi, P. G. Woodehouse, Balzac e Agatha Christie. Analisando esses nomes, vejo que pouco mudou no meu gosto por certo gênero de histórias. Norte e Sul seria um "Orgulho e Preconceito" ambientado na Revolução Industrial.

Não li o romance de Elizabeth Gaskell, mas parece que na atual produção da BBC foram tomadas algumas liberdades em relação ao livro. Contudo, Norte e Sul tem todas as qualidades dos clássicos do canal inglês: ótimos atores (destaque para o John Thornton, do fantástico Richard Armitage), roteiro coeso, equipe técnica de primeira e locações caprichadas. A cena que me salta à memória é o momento em que Margaret entra na sala onde operários tecem o algodão, enquanto flocos da fibra flutuam como se fossem neve. Muito lindo, embora perigoso para os pulmões dos trabalhadores. Quem quiser saber mais sobre a série pode ler a postagem no interessante blog The Dashwood Sisters (em inglês). A Coleção Elizabeth Gaskell, incluindo: Cranford, Retorno a Cranford, e mais Norte e Sul, está à venda no Brasil. Aproveitem!  Na Livraria Saraiva (R$ 89,90),  no Submarino (R$ 99,90), Americanas (R$ 107,91) e Livraria Cultura (R$ 149,90). 

Curiosidades:
* A cidade de Milton foi inspirada em Manchester, onde Elizabeth Gaskell também morou. Seu pai era um ministro escocês que renunciou às suas ordens por motivos de consciência.

* A BBC não pretendia lançar a minissérie em DVD. Mas mudou de ideia depois de uma campanha articulada e persistente por parte da "Armitage Army" (entusiasmadas fãs de Richard Armitage). (blog reviewerama)

Diretor: Brian Percival
Roteiro: Sandy Welch, baseado em romance de Elizabeth Gaskell
Musica: Martin Phipps
Fotografia: Peter Greenhalgh
Elenco: Daniela Danby-Ashe, Richard Armitage, Tim Pigott-Smith, Brendan Coyle, Sinéad Cusack, Lesley Manville, Anna Maxwell Martin, Jo Joyner, Rupert Evans, John Light, Travis Oliver
Distribuidora: Logon

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Corvo

The Raven *
(2012) 110 min (14 anos)

EUA, 1849 - Edgar Allan Poe está sentado sozinho no banco da praça, sob os galhos nus de uma árvore, onde um corvo descansa. Autor de tantos contos misteriosos e mortais, não tinha imaginado tornar-se ele mesmo personagem de um enredo macabro, escrito por uma mente perversa.

Eis que um homicida sanguinário inspirou-se nas histórias de Poe para tramar seus crimes em série. Começa que a polícia de Baltimore é chamada para atender uma mulher no meio da noite. Seus gritos de socorro ecoam, enquanto os guardas correm pelas escadarias do prédio. Forçando a porta do apartamento, os policiais encontram a mulher já morta no chão. Por onde terá fugido o criminoso, se o aposento está vazio e a janela lacrada? Sem a ajuda de Edgar Poe, o detetive Fields não terá chance alguma contra o astuto assassino.

Antes de ver O Corvo, assisti em sequência três filmes medíocres e um tedioso, de diretor premiado. A frase-bordão de meu pai começava a se insinuar na minha mente: "Já não se fazem mais filmes como antigamente!" Sei que tal não é verdade, mas as palavras paternas me assombravam. Aí, do nada, surgiu O Corvo, que prende minha atenção logo nas primeiras cenas e me mantem em suspense até o fim. Que alívio! Sabemos fazer cinema, e como! De quebra, como bônus, traz à lembrança algumas belas frases do poeta americano, e dá vontade de reler seus contos macabros. O filme de James McTeigue ficcionaliza os últimos cinco dias de vida do escritor Edgar Allan Poe que, na realidade, foi encontrado vagando pelas ruas de Baltimore, em estado de delírio e estresse.

Curiosidade:
* Há duas versões a respeito das últimas palavras do verdadeiro Edgar Allan Poe antes de morrer: "Lord help my poor soul" (Deus ajude minha pobre alma) e "It's all over now: write Eddy is no more" (Está tudo acabado: escrevam Eddy já não existe). Na noite anterior a sua morte, pronunciou várias vezes o nome "Reynolds"; até hoje não se sabe a quem se referia.

Diretor: James McTeigue (V de Vingança)
Roteiro: Ben Livingston e Hannah Shakespeare
Musica: Lucas Vidal
Fotografia: Danny Ruhlmann
Elenco: John Cusack, Luke Evans, Alice Eve, Brendan Gleeson, Brendan Coyle, Kevin McNally, Sam Hazeldine, Oliver Jackson-Cohen, Pam Ferris
Distribuidora: Paris Filmes

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Cranford

Cranford * * *
(2007) 300 min (12 anos)
Os homens não querem que você fale, Sophy. Eles querem que você escute.

Inglaterra - No verão de 1842, o dr. Morgan visita as clientes Deborah e Matty Jenkyns para avisá-las da chegada iminente do dr. Frank Harrison, que vem para ajudá-lo a cuidar dos pacientes de Cranford. Em Londres, o jovem doutor foi assistente do próprio Sir Astley Paston Cooper, médico pessoal da rainha Vitória. Isso basta para colocar as senhoras da pequena vila em polvorosa. A notícia voa, apimentada pelo detalhe da solteirice do dr. Harrison. 

Não se passa um dia sem que aconteçam eventos emocionantes na cidade, é o que conta Matty Jenkyns para a recém-chegada prima Mary. Confirmando as palavras da simpática solteirona, o carpinteiro Jem Hearne despenca da árvore e sofre uma fratura exposta. Será o primeiro cliente do dr. Harrison, um verdadeiro teste frente à comunidade. O dr. Morgan acha prudente fazer uma amputação para evitar gangrena ou tétano, mas o jovem médico discorda. Ele quer tentar um novo procedimento para salvar o braço do operário, já realizado com sucesso na capital. Decidido, monta seu cavalo e vai comprar as agulhas adequadas em Manchester. Mas, se o carpinteiro morrer, a carreira do cirurgião estará encerrada antes de começar.

As mulheres do vilarejo não apenas se visitam e fofocam, mas também são fortes, solidárias e prontas para ajudar os necessitados. O que não as impede de esmiuçar as fitas, rendas, tecidos e chapéus no comércio local, especialmente quando é época de se prepararem para o grande evento do ano: a festa nos jardins de Hanbury Court, a mansão da imponente Lady Ludlow. Para os pobres, a vida é mais difícil, a fome é comum, e os que insistem em estudar podem até perder as chances de um emprego. Mas nem a distante Cranford há de escapar das mudanças da Revolução Industrial; a ferrovia está para cortar as terras da pitoresca vila.

Ainda bem que as séries inglesas chegam para mim a largos intervalos. Pois, enquanto não terminam, fica muito difícil desgrudar da TV. São histórias encantadoras, tocantes, engraçadas, irresistíveis, recheadas de personagens muito humanos, com as generosidades e mesquinharias comuns entre nós. Moradores de casinhas aconchegantes e praticantes de uma convivência gentil, rapidamente se tornam pessoas queridas. Para quem gosta do gênero, o blu-ray da série ainda pode ser comprado no Submarino por R$59,90. Já O Retorno a Cranford (2ª temporada) sai por R$ 39,90. A Saraiva também vende o dvd  da primeira temporada por R$ 29,90.

Curiosidade:
* Elizabeth Gaskell inspirou-se em Knutsford (em Cheshire), onde passou grande parte da infância, para criar a vila de Cranford. Mas algumas filmagens de rua e na casa de Miss Matty foram feitas em Lacock, Wiltshire.

Diretor: Simon West, Steve Hudson
Roteiro: Sue Birtwistle, Susie Coklin, Heidi Thomas, baseado nos livros de Elizabeth Gaskell: Cranford, My Lady Ludlow e Mr Harrison’s Confessions.
Musica: Carl Davis
Fotografia: Ben Smithard
Figurino: Jenny Beavan
Elenco: Judi Dench, Eileen Atkins, Imelda Staunton, Simon Woods, Kimberley Nixon, Lisa Dillon, Julia McKenzie, Barbara Flynn, Deborah Findlay, Alex Etel, Alex Jennings, Jim Carter, Emma Fielding, Andrew Buchan, Claudie Blackley, Francesca Annis, Greg Wise
Distribuidora: Logon

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Encontrarás Dragões

There Be Dragons *
(2011) 122 min
Acho que foi Oscar Wilde quem disse: Todo santo tem um passado e todo pecador tem um futuro.

cnusa
Espanha - O jornalista Roberto Torres desde cedo teve problemas de relacionamento com o pai, mas é a ele que recorre quando precisa informar-se sobre a vida de um sacerdote espanhol que está para ser canonizado. Josemaria Escrivá de Balaguer, fundador da Opus Dei, foi colega de turma de Manolo Torres, embora tenham tomado rumos bem diversos na juventude. Inicialmente, Manolo recusa-se a atender o pedido do filho, mas, sentindo que a morte se aproxima, resolve abrir o coração e contar as histórias de sua infância e a verdade sobre suas atividades na guerra civil espanhola. Sempre é tempo para reconciliação.

O roteirista Roland Joffé rodeou São Josemaria Escrivá de alguns personagens fictícios e tratou de temas universais - traição, amor e redenção. (adaptado de sinopse do imdb) Nosso Rodrigo Santoro está ótimo como líder dos comunistas. O filme será exibido aqui durante o Festival do Rio 2012 (de 27 de setembro a 11 de outubro). Roland Joffé virá para a apresentação. Mesmo sendo agnóstico, ele diz que esse é um filme sobre o que significa ser santo em nossa época.

Diretor: Roland Joffé (Vatel, A Missão, Os Gritos do Silêncio)
Roteiro: Roland Joffé
Musica: Robert Folk
Fotografia: Gabriel Beristain
Elenco: Charlie Cox, Wes Bentley, Dougray Scott, Rodrigo Santoro, Olga Kurylenko, Derek Jacobi, Geraldine Chaplin, Juan Cruz Rolla, Felipe Agote, Pedro Merlo

Encontrarás Dragões já pode ser assistido e baixado no site salverainha. Para os afoitos, como eu, que não quiserem esperar o Festival, ou o lançamento em DVD, é uma boa opção. Mas acho que algo se perde vendo o filme pelo computador. Certamente não se tornará um hábito meu.

O título se refere ao tema de explorar territórios desconhecidos de ódio, culpa e perdão, disse o produtor Ignacio Sancha G. É uma abreviação do latim hic sunt dracones (aqui há dragões), uma forma de mapas antigos denotarem um lugar onde havia perigo, ou um lugar desconhecido, para ser explorado. (wikipedia)

domingo, 2 de setembro de 2012

Marvel's The Avengers - Os Vingadores

The Avengers * *
(2012) 142 min (12 anos)

EUA - A agência internacional SHIELD está fazendo pesquisas com o Tesseract, uma fonte de energia inesgotável. A equipe de cientistas é pega de surpresa quando o cubo de luz azul se ativa sozinho e abre um portal por onde chega Loki, o renegado deus nórdico que é irmão de Thor. Loki rouba o Tesseract e domina as mentes do cientista Erik Selvig e do agente Clint Barton. Em resposta ao ataque, o diretor Nick Fury convoca os Vingadores: Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América, Gavião Arqueiro e a Viúva Negra. Os super-heróis precisarão resolver suas discordâncias para enfrentar toda fúria de Loki e dos numerosos Chitauri, poderosos alienígenas que o apoiam e planejam dominar nosso planeta.

Preparem-se para muita diversão! Mesmo se alguém não assistiu qualquer filme dos heróis da Marvel, graças ao ótimo roteiro e direção de Joss Whedon, pode compreender as personalidades dos defensores da Terra, simpatizar com suas causas particulares e torcer enfaticamente por sua vitória. Um show de técnica e ótimo desempenho de todo elenco, com destaque para Tom Hiddleston, como o egocêntrico Loki, para o irônico Homem de Ferro de Robert Downey Jr., e para Mark Ruffalo, que interpreta o manso dr. Bruce Banner, um Hulk à altura dos anteriores. Como em quase todas as outras versões, quando se transforma no monstro verde, Mark foi dublado por Lou Ferrigno, o Hulk original do seriado da TV americana (1977). Os Vingadores é um desses raros casos em que o final se revela ainda mais emocionante do que a primeira parte do filme.

Curiosidades (imdb):
* Clint Barton (o Gavião Arqueiro) é ambidestro. Ele aparece atirando com a mão direita, em Thor, e com as duas mãos em Vingadores.

* Uma combinação de vozes foi criada para fazer os urros do Hulk, inclusive com as vozes de Mark Ruffalo e Lou Ferrigno. Mas é Ruffalo quem fala as únicas duas palavras de Hulk: "Puny god" (deus mixuruca, insignificante). Na versão de Ang Lee (2003), Ferrigno aparece como um guarda de segurança.

* Os Vingadores ultrapassou o recorde de Cavaleiro das Trevas (US$ 1,001,921,825) e tornou-se a maior bilheteria de um filme baseado em histórias em quadrinhos de todos os tempos.

flicksandbits
Diretor: Joss Whedon
Roteiro: Joss Whedon, baseado na história de Zak Penn e Joss Whedon, inspirado nas histórias em quadrinho de Stan Lee e Jack Kirby
Musica: Alan Silvestri
Fotografia: Seamus McGarvey (Precisamos Falar sobre Kevin, O Garoto de Liverpool, Uma Lição de Vida, Alta Fidelidade)
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Samuel L. Jackson, Stellan Skarsgard, Clark Gregg, Gwyneth Paltrow, Lou Ferrigno, Stan Lee (o homem idoso sendo entrevistado no final da batalha de Nova Iorque)
Distribuidora: Paramount
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