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sábado, 24 de agosto de 2013

A Datilografa

Populaire *
(2012) 111 min (12 anos)

França, 1959 - Quando Jean Pamphyle adquiriu para sua loja uma máquina de escrever Triumph, não poderia imaginar que a filha Rose fosse usá-la para realizar o sonho de sair da pequena cidade da Baixa Normandia. Para desespero do dono da mercearia, a jovem recusa o casamento com o mecânico local e quer ser uma mulher independente. Rose deslisa velozmente os dois dedos indicadores sobre as teclas da Triumph verde. Essa velocidade incomum como datilógrafa é seu único trunfo para conquistar a vaga de secretária na empresa de seguros do ex-atleta Louis Echard.

Apesar da evidente falta de experiência da candidata, Louis decide aprimorar seu talento como datilógrafa para que participe na competição pelo título de mais rápida da França. Para tornar mais atraente a tarefa, Echard faz uma aposta com o amigo Bob Taylor. A Rose só cabe aceitar a participação no concurso, se quiser o emprego e realizar o sonho de ser uma mulher moderna.

Já nos créditos de abertura de "A Datilógrafa" me senti transportada para a década de 60, quando assistia toneladas de comédias românticas americanas na Sessão da Tarde. Se Rose Pamphyle tem o cabelo e o ar ingênuo da atriz Sandra Dee, na parede do seu quarto há a foto de Audrey Hepburn, que interpretou Eliza Doolittle em "Minha Bela Dama" (My Fair Lady, 1964). Inspirada na peça "Pigmaleão" de Bernard Shaw, a florista Eliza foi treinada pelo severo professor Higgins para se transformar numa dama da alta sociedade londrina. O professor inglês também fez uma aposta com seu amigo, o gentil Coronel Pickering. Além dos cenários coloridos e caprichados, "A Datilógrafa" reproduz a alegria existente nas produções americanas das décadas de 50 e 60. O galã não é nenhum Cary Grant ou John Gavin, embora tenha o seu charme.

Em "A Datilógrafa" há uma única cena de cama - ingênua para os padrões atuais - mas impensável na Hollywood daquela época, na qual um casal jamais se apresentaria nas telas na horizontal, nem depois do matrimônio.
Sandra Dee

Diretor: Régis Roinsard
Roteiro: Régis Roinsard Daniel Presley & Romain Compingt
Musica: Robin Coudert, Emmanuel D'Orlando
Fotografia: Guillaume Schiffman
Elenco: Romain Duris, Deborah François, Bérénice Bejo, Shaun Benson, Nicolas Bedos, Miou-Miou, Eddy Mitchell, Frédéric Pierrot, Féodor Atkine
Distribuidora: Paris Filmes

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante
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