Lista de sugestões de filmes interessantes. Cada postagem traz foto, breve sinopse, censura, diretor, distribuidora, elenco, responsáveis pelo roteiro, musica e fotografia. Com o eterno deslumbramento de fã apaixonada, By Star Filmes acredita que o cinema emociona, ensina e é a melhor diversão.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Belle e Sebastian

Belle et Sébastien * *
(2014) 98 min (10 anos)

França - Em 1943, numa aldeia dos Alpes franceses, vivem o pastor de ovelhas César e sua filha Angelina, a bela padeira local. Os dois cuidam de Sébastian, nascido no dia de São Sebastião há sete anos atrás. Sua mãe, uma cigana de passagem pela aldeia de Saint-Martin, morreu logo depois do parto. César faz o papel de avô, conforta o menino, dizendo que sua mãe o ama, mesmo estando longe na América, enquanto ensina o guri sobre a vida nas montanhas. 

O pastor francês está tentando encontrar o cão selvagem que anda atacando seu rebanho, mas Sebastian o encontra primeiro e começa a cativar o animal, tornando-se amigos inseparáveis. Além da "fera selvagem", toda aldeia tem que lidar com a patrulha nazista, cuja missão é impedir a fuga dos judeus em direção à fronteira. Na contra-mão dos alemães, o médico Guillaume, namorado de Angelina, conduz os refugiados pelos gelados caminhos das montanhas em direção à Suíça.

Mais do que Belle, o expressivo Félix Bossuet, como Sébastien, e a linda padeira Angelina são os trunfos de "Belle e Sebastian". O filme de Nicolas Vanier é mais do que bonito, chega a ser deslumbrante, pelo cenário das paisagens alpinas. Bom para reunir a família em qualquer momento, na tradição das histórias de Marcel Pagnol (A Gloria de Meu Pai, O Castelo de Minha Mãe).

Curiosidades:
* Belle pertence a uma raça antiga de Cão das Montanhas dos Pirineus, oriunda da Ásia Central e trazida para a Península Ibérica há cinco mil anos, como guardador de rebanhos. Uma das raças preferidas da realeza francesa para guardar castelos, recebeu de Luis XIV o título de Cão Real da França em 1675.

Margaux Châtelier como Angelina
* O personagem André é interpretado pelo ator e diretor Mehdi El Glaoui, filho de Cécile Aubry, autora do livro "Belle et Sébastien".

Diretor: Nicolas Vanier
Roteiro: Juliette Sales, Fabien Suarez, Nicolas Vanier, baseado no livro de Cécile Aubry (1965)
Musica: Armand Amar
Fotografia: Éric Guichard
Designer de Produção: Sebastian Birchler
Figurino: Adélaïde Gosselin
Elenco: Félix Bossuet, Tchéky Karyo, Margaux Châtelier, Dimitri Storoge, Andreas Pietschmann, Urbain Cancelier, Mehdi El Glaoui, Paloma Palma
Distribuidora: Imovision

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

sábado, 5 de dezembro de 2015

Morte Súbita

The Casual Vacancy
(2015) 180 min (16 anos) minissérie BBC1

Inglaterra - Os campos verdes da pequena vila de Pagford são um colírio para os olhos. Contudo, por trás das paredes da aldeia inglesa, a realidade não é tão bonita. Pais e filhos se estranham, esposas se desentendem com os maridos, ambição e intrigas se multiplicam entre os moradores. Há os idealistas, os que só procuram um pouco de paz e aceitação, além dos omissos, dos dependentes de drogas, e alguns obcecados por sexo. 

O centro Sweetlove centraliza as atividades assistenciais de Pagford, mas um grupo de cidadãos menos sensíveis às desigualdades sociais planeja transformá-lo num spa de luxo. O comitê responsável está dividido quando a morte de um dos membros abre uma vaga no conselho municipal, para a qual surgem três candidatos duvidosos. Os que defendem os direitos dos moradores do bairro pobre de Fields estão em desvantagem. 

Das fantasias de Hogwarts à dura realidade de Pagford, J.K. Rowling mostra sua versatilidade em "Morte Súbita". Algo do sentimento de desamparo do período mais difícil da vida da escritora, quando precisou viver da previdência social, pode ter alimentado essa história. Depois dos minutos necessários para captar o vínculo entre os personagens, e assimilar suas fraquezas, ficamos envolvidos com o drama. Um ótimo elenco.

Curiosidade:
* As gravações de "Morte Súbita" foram feitas em Painswick, Gloucestershire. Os moradores ficaram chocados ao descobrir uma loja nova, vendendo lingeries sensuais em sua rua principal. Alguns entravam para examinar as mercadorias, enquanto outros foram reclamar na reunião do conselho municipal, sem perceber que se tratava de um set de filmagem.

Diretor: Jonny Campbell
Roteiro: Sarah Phelps, J.K. Rowling
Musica: Solomon Grey
Fotografia: Tony Slater Ling
Designer de Produção: Sami Khan
Elenco: Abigail Lawrie, Michael Gambon, Julia McKenzie, Monica Dolan, Keeley Hawes, Rufus Jones, Rory Kinnear, Simon McBurney, Emily Bevan, Silas Carson, Keeley Forsyth, Joe Hurst, Lolita Chakrabarti, Simona Brown, Julian Wadham
Distribuidora: Warner

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

domingo, 22 de novembro de 2015

De Gravata e Unha Vermelha

De Gravata e Unha Vermelha *
(2015) 85 min (12 anos)

CinePlaneta
Brasil - Depois de tantos dias de ausência, durante os quais vi muitos filmes, mas não houve tempo e cabeça para escrever sobre eles no blog, por que retornar logo com um documentário de entrevistas com transgêneros e gays? Porque o filme me surpreendeu e emocionou. Apreciei a sinceridade dos relatos e a leveza no trato de tema tão controvertido. Por mais que essa realidade fuja do universo da maioria, importa pelo menos tentar compreender mais essa diversidade do ser humano.

A abertura do filme se faz com a presença exuberante de Candy Mel no palco, apoiada pelo ritmo da Banda Uó. Seguem os depoimentos de gente anônima e famosa que já sentiu na pele o que é ser diferente da norma. Certamente mais difícil para as pessoas comuns do que para os famosos. Lá estão Rogéria, Ney Matogrosso e Laerte. 

A diretora Miriam Chnaiderman alterna momentos até comoventes - como as confidências da simpática vovó Letícia Lanz - com sorrisos provocados pelas tirinhas bem-humoradas do cartunista Laerte. E segue com clips de apresentações de Ney Matogrosso, além da voz suave de Gilberto Gil. Fez falta alguma menção a Roberta Close no documentário; uma lacuna importante, já que a modelo e atriz assumiu sua condição transexual ainda na década de 80, enfrentando os preconceitos com beleza, elegância e inteligência.
Roberta Close no Extra

Diretora: Miriam Chnaiderman
Roteiro: Miriam Chnaiderman
Fotografia: Fernanda Rescali
Diretor de Arte: Dudu Bertholini
Participação: Laerte, Rogéria, Ney Matogrosso, Claudia Mel, Banda Uó, Letícia Lanz, João W. Nery, Johnny Luxo, Eduardo Laurentino, Dudu Bertholini, Dudda Nandez, Walério Araujo
Distribuidora: Imovision

De acordo com o site AdoroCinema, o filme ganhou o Premio Felix no Festival do Rio 2015.

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Orgulho e Esperança

Pride * *
(2014) 120 min (16 anos)

Inglaterra e Pais de Gales - Na primeira metade da década de 80, o governo de Margaret Thatcher está reprimindo vigorosamente tanto os trabalhadores das minas quanto os movimentos de homossexuais. Ao constatar essa realidade, o grupo de ativistas gays que se reúne numa livraria do Soho resolve arrecadar fundos para o movimento dos mineiros. É assim que nasce a campanha Lésbicas e Gays apoiam os Mineiros. 

Mas o sindicato desses trabalhadores revela constrangimento e recusa a entusiasmada oferta. Sem desanimar diante da rejeição, os ativistas do LGSM (Lesbians and Gays Suport the Miners) escolhem Onllwyn, uma pequena cidade do Pais de Gales, se metem num micro-ônibus e vão entregar pessoalmente o dinheiro. Então, aquilo que começa em Londres, no verão de 1984, com uma incipiente Parada Gay, termina de forma quase apoteótica um ano depois.

Adoro filmes baseados em histórias reais, ainda que sejam só parcialmente fiéis à realidade! Não é à toa que há um marcador só para eles nesse blog. Geralmente são dramas, mas "Orgulho e Esperança" consegue misturar com sabedoria doses de humor e compaixão entre os momentos de amarga intolerância. Esta semana conversava com a família sobre emoção no cinema. Meus irmãos e eu, reconhecidos manteigas derretidas, não precisamos de muito para nos comover. Mas minha filha caçula é dura na queda, fica relativamente tranquila frente partidas e perdas na tela. Ela desaba mesmo é diante de cenas de solidariedade. Estou certa de que "Orgulho e Esperança" há de lhe arrancar mais do que apenas lágrimas furtivas. Recomendo!

Curiosidade:
* No momento do lançamento do filme, as últimas minas de carvão estavam sendo fechadas na Grã-Bretanha. Não é mais aceitável queimar carvão devido às Leis de Mudanças Climáticas de 2008.

Diretor: Matthew Warchus
Roteiro: Stephen Beresford
Musica: Christopher Nightingale
Fotografia: Tat Radcliffe
Design de Produção: Simon Bowles
Figurino: Charlotte Walter
Elenco: Bill Nighy, Imelda Stauton, Dominic West, Paddy Considine, Andrew Scott, George Mackay, Joseph Gilgun, Ben Schnetzer, Faye Marsay, Freddie Fox, Chris Overton, Joshua Hill, Karina Fernandez, Jessie Cave, Lisa Palfrey, Liz White, Jack Baggs, Menna Trussler
Distribuidora: California Filmes

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante





quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Segunda Chance

En Chance Til *
(2014) 102 min (14 anos)

Dinamarca - Na casa limpa e confortável, Andreas e Anne não conseguem repousar à noite porque o recém-nascido Alexander chora de hora em hora. Andreas embala o filho até que durma. Simon, seu parceiro de trabalho na polícia, acabou de se divorciar e está bebendo excessivamente.

Quando os dois policiais são chamados para lidar com um casal de drogados, deparam-se com o ambiente imundo, onde há um bebê fechado no armário. O negligenciado Sofus está sujo, mas não maltratado, e precisa ser deixado com os alterados Tristan e Sanne. Andreas fica revoltado por manter uma criança sob cuidados de pais irresponsáveis, mas não há nada a fazer. Contudo ele se lembrará de Sofus quando a desgraça se abater sobre seu próprio lar. Para contornar uma crise evidente, o detetive tomará decisões equivocadas, com amplas consequências.

A vida ordenada num país socialmente desenvolvido deslumbra, especialmente quem vive num sistema que não favorece a igualdade de oportunidades. Contar com serviços públicos de alto nível para todos e um tratamento humano para os que incorrem em erro, isso é um sonho! Além disso, a decoração simples e elegante dos ambientes escandinavos agrada os olhos, mas é a dor dos personagens que desponta e rouba a cena nos 102 minutos de "Segunda Chance". O filme de Susanne Bier é um drama forte, muito bem interpretado. Uma grata surpresa foi reconhecer Ewa Fröling, a bela Emilie Ekdahl de "Fanny & Alexander", fazendo uma ponta como a elegante sogra de Andreas.

Ewa Fröling
Curiosidade:

* A modelo May Anderson estreia no cinema como a prostituta Sanne. A diretora Susanne Bier escolheu-a para o papel depois de encontrá-la numa festa. Susanne resistiu à ideia de fazer um teste pois julgou que May poderia não se sair bem, mas que seria a pessoa certa para o papel.

Diretora: Susanne Bier
Roteiro: Anders Thomas Jensen
Musica: Johan Söderqvist
Fotografia: Michael Keith Snyman
Elenco: Nikolaj Coster-Waldau, Ulrich Thomsen, Maria Bonnevie, Nikolaj Lie Kaas, Lykke May Andersen, Ewa Fröling
Distribuidora: California Filmes

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Wolf Hall

Wolf Hall * *
(2015) 350 min (15 anos) minissérie BBC

Inglaterra - Casado há mais de 20 anos com Catarina de Aragão, e pai da princesa Mary, Henrique VIII cansou de esperar um herdeiro homem e solicitou ao Papa a anulação do matrimônio. O cardeal Wolsey, Arcebispo de York, pleiteou sua causa no Vaticano em vão, caindo em desgraça com o monarca inglês. Por indicação de Ana Bolena, sobrinha do Duque de Norfolk e candidata a nova rainha, Thomas Cromwell assume o posto de conselheiro do rei. Filho de um ferreiro, o advogado foi soldado e mercador antes de se tornar importante membro da corte. É por seus olhos que observamos os acontecimentos em “Wolf Hall”.

O nome da minissérie vem de ‘Wulfhall’, a mansão medieval da aristocrática família Seymour, onde Henrique VIII esteve hospedado em 1535. Wolf (lobo em inglês) também transmite a ideia de algo selvagem, feroz, que coincide com a maneira pela qual são representados os cortesões britânicos, defensores ávidos dos próprios interesses.

wikipedia
Thomas Cromwell tinha a fama de frio e soturno, "um homem baixo e corpulento, com um rosto largo e barbeado, cabelo cortado curto, e um pesado queixo duplo, uma boca pequena e cruel, olhos cinzentos juntos, que se moviam sem cessar sob as sobrancelhas finas" (R. B. Merriman). Assim ele surge  no quadro de Holbein, mas o roteiro de "Wolf Hall" prefere retratar o advogado como uma pessoa discreta, fiel, que não humilhava ninguém e era gentil com os personagens menos importantes da corte, ainda que para transformá-los em informantes e aliados. Sua frieza e distanciamento são justificados pelo tratamento violento que recebeu do pai.

Já o católico Sir Thomas More, o Lord Chancellor católico que preferiu a morte a reconhecer a nulidade do casamento do rei, é apresentado de modo menos simpático do que o habitual em livros e filmes.

São muitas as virtudes desta minissérie da BBC. Entre elas, destaco as locações, um roteiro excelente, elenco expressivo, figurino esplêndido e uma bela fotografia, que muitas vezes emula os quadros de Hans Holbein, artista alemão que pintou vários membros da corte de Henrique VIII.

Curiosidade
* A minissérie é uma adaptação dos dois romances de Hilary Mantel: "Wolf Hall" e "Bringing Up the Bodies". O drama apresenta 102 personagens.
telegraph

Diretor: Peter Kosminsky
Roteiro: Hilary Mantel, Peter Straughan
Musica: Debbie Wiseman
Fotografia: Gavin Finney
Designer de Produção: Pat Campbell
Diretor de Arte: Frederic Evard
Vestuário: Joanna Eatwell
Elenco: Mark Rylance, Damian Lewis, Claire Foy, Jonathan Pryce, Bernard Hill, Anton Lesser, Joanne Whalley, Jessica Raine, Kate Phillips, Thomas Brodie-Sangster, Tom Holland

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Um Pouco de Caos

A Little Chaos
(2014) 117 min (14 anos)

França, 1682 - O arquiteto paisagista André le Nôtre procura um encarregado para construir um dos bosques do palácio de Versailles. Entre os convidados para a tarefa está a jovem viúva Sabine de Barra. O arquiteto amante da ordem observa da janela o momento em que Sabine troca um vaso de plantas de lugar, no jardim criado por ele. A entrevista entre os dois dura três minutos e não parece promissora, mas ainda assim ela é a privilegiada escolhida, passando à frente de um grupo de homens experientes, mas com menor criatividade. Interesses contrariados e sabotagem ameaçam o projeto, mas a sincera paisagista conta com fortes aliados.

O roteiro é tênue, nem sempre convincente, ambientado em Paris, filmado na Inglaterra e falado em inglês. A personagem de Sabine de Barra não existiu. Aliás, mulheres trabalhando em posições de destaque não eram comuns, excetuando uma rainha ou outra. A magnífica pintora Elizabeth Vigée Lebrun (1755-1842) nasceria quase um século mais tarde. Apesar de tudo, o filme tem cenas interessantes. E traz Kate Winslet (Sabine), Alan Rickman (Luis XIV), Stanley Tucci (Duque de Orleans) e Helen McCrory, como uma frívola e inconsequente Mme. Le Nôtre. Para quem curte boas interpretações e filmes de época, vale a pena.

Curiosidades
Wikipedia
* O bosque do qual Sabine é encarregada trata-se do "Le Bosquet de la Salle de Bal" ou "Le Bosquet des Rocailles".

* André Le Nôtre, apresentado como jovem, era na realidade 20 anos mais velho do que Luis XIV. 

Diretor: Alan Rickman
Roteiro: Jeremy Brock, Alison Deegan, Alan Rickman
Musica: Peter Gregson
Fotografia: Ellen Kuras ("Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança", "Rebobine, Por Favor")
Designer de Produção: James Merifield
Elenco: Kate Winslet, Matthias Schoenaerts, Alan Rickman, Stanley Tucci, Helen McCrory, Danny Webb, Rupert Tenry-Jones, Paula Paul, Jennifer Ehle, Phyllida Law, Adam James, David Foxxe
Distribuidora: Imagem Filmes

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Little Boy

Little Boy *
(2015) 106 min

EUA - "Little Boy" ainda não chegou ao Brasil. Mas meu filho insistiu muito para que eu o visse pelo computador. "Mãe, tenho certeza que você vai amar!" Mesmo não apreciando essa maneira de assistir filmes - sou fervorosa defensora dos dvds - concordei. E ele estava certíssimo, achei "Little Boy" um filme emocionante, leve, interpretado por atores sensíveis que infundiram total credibilidade aos personagens. Entre eles, destaca-se Jakob Salvati, o afetuoso guri do título, o Pepper Flint Busbee. 

Emma e James Busbee já há algum tempo eram pais de London, quando lhes nasceu o pequeno Pepper Flint. Logo formou-se um vínculo forte entre o amoroso pai e seu filho caçula. Quando não estava na oficina, consertando os carros da cidade de O'Hare, James envolvia-se em brincadeiras e aventuras imaginárias com seu entusiasmado parceiro mirim. 

A entrada dos EUA na 2ª Guerra separou essa dupla invencível. Para tolerar a dor, o menino agarrou-se às palavras do versículo de Mateus 17:20 ("em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível"). Pepper decide aumentar sua fé, para trazer o pai de volta. Orientado pelo padre Oliver, resolve seguir os passos sugeridos por uma lista antiga: Alimentar os famintos, abrigar os sem-teto, visitar os presos, vestir os nus, visitar os doentes, enterrar os mortos. 

A essas seis tarefas, o padre acrescenta mais uma: ser amigo dos seus inimigos, o que no caso de Pepper significa aproximar-se do japonês Hashimoto. De acordo com o padre, a Fé não funcionará se você tiver qualquer resquício de ódio no seu coração. Para encantar-se com a nobre missão desse valente menino de 8 anos, encontre um jeito de assistir "Little Boy". Já ouviu falar do site Popcorntime? Você também pode fazer download do programa no Baixaki. Mas quando o filme chegar ao Brasil, vou querer o DVD para mim!

Curiosidade:
* O terremoto no filme realmente aconteceu em los Angeles, três meses antes da detonação da bomba em Hiroshima.

* Kevin James (dr. Fox) gostou tanto do roteiro que concordou em fazer o filme gratuitamente.

* "Little Boy" foi produzido pela Metanoia Films, companhia fundada por Eduardo Verástegui, Alejandro Gomez Monteverde e Leo SeverinoA empresa é responsável pelo filme "Bella" (2006).

Diretor: Alejandro Monteverde
Roteiro: Alejandro Monteverde & Pepe Portillo
Musica: Stephan Altman, Mark Foster
Fotografia: Andrew Cadelago
Designer de Produção: Bernardo Trujillo
Elenco: Jakob Salvati, Emily Watson, Michael Rapaport, David Henrie, Kevin James, Tom Wilkinson, Cary-Hiroyuki Tagawa, Ben Chaplin

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

domingo, 23 de agosto de 2015

Mr. Turner

Mr. Turner * *
(2014) 150 min (14 anos)
Loft Cinema
Inglaterra - Um céu entre rosa e laranja ocupa toda a tela. À direita, as pás de um moinho de vento giram e duas mulheres, em vestes holandesas tradicionais, conversam enquanto caminham. Ao fundo destaca-se a silhueta escura de um homem de chapéu, que desenha a paisagem. Assim somos apresentados ao excêntrico e solitário Joseph Mallord William Turner, pintor revolucionário e romântico, considerado precursor do Impressionismo. Posteriormente, seremos apresentados ao pai, seu ajudante no ateliê, responsável pela compra de todo material, conheceremos as mulheres com quem o artista manteve relacionamentos, além de outros pintores contemporâneos e clientes fiéis, entre os quais se incluía o crítico de arte John Ruskin. 

Turner (1775-1851) entrou cedo para a Real Academia de Pintura. Seus conselhos certeiros eram apreciados pelos colegas durante os preparativos para as exposições coletivas da academia. Até hoje, o prolífico pintor é um dos mais amados pelos britânicos, embora, na época, seus quadros não tivessem caído nas graças da rainha Victoria. Especialista em disputadas paisagens terrestres e marinhas, no final da vida, o artista recusou uma oferta milionária pelo conjunto de sua obra. Ao recusar a proposta, a intenção de Turner era que seus quadros pudessem ser apreciados gratuitamente pelo povo inglês, em vez de ficarem trancafiados numa propriedade particular. E assim foi feito. Aliás, até hoje, na Inglaterra é possível frequentar museus e galerias de arte sem ter que pagar nada por isso, embora se encorajem as doações.

Os múltiplos atrativos do filme de Mike Leigh são ambientes e vestuário, a magnífica fotografia, inspirada nas cores da pintura de William Turner e um elenco impecável e inspirado. Não fosse uma cena de sexo, em que Turner agarra por trás a empregada Hannah Danby, o filme seria adequado a todas as idades. Mas, para quem ama as Belas Artes, os outros 149 minutos do filme passarão voando. 

Curiosidades:
* Para se preparar para o papel de Turner, Timothy Spall passou quase 2 anos estudando pintura.

* A cena de abertura foi filmada em Herringfleet, Suffolk, e não na Holanda.

* Um dos encantos do filme é a recriação de cenas que teriam inspirado os quadros de Turner: a fumaça da locomotiva a vapor, as variadas cores do por-do-sol, e, especialmente, o momento em que o pintor se faz amarrar ao mastro de um navio, para poder observar a tempestade no mar de um ângulo privilegiado.

* Turner admirava o talento e o progresso. No roteiro de Mike Leigh ele aparece sorrindo com agrado diante de dois quadros do novato Sir John Everett Millais e posando para uma fotografia, a nova arte que substituiria a pintura no registro dos fatos.

* William Turner morreu em Chelsea, na casa de Sophia Booth, a viúva proprietária de uma pensão à beira-mar, com quem o pintor manteve seu último relacionamento. 

Diretor: Mike Leigh
Sophia Booth e Turner
Roteiro: Mike Leigh
Musica: Gary Yershon
Fotografia: Dick Pope
Designer de Produção: Suzie Davis
Diretor de Arte: Don Taylor
Figurinista: Jacqueline Durran
Elenco: Timothy Spall, Paul Jesson, Marion Bailey, Dorothy Atkinson, Lesley Manville, Martin Savage
Distribuidora: Sony

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

domingo, 5 de julho de 2015

Cinderella

Cinderella * * *
(2015) 105 min (Livre)

Num reino pequenino, pacífico e belo, bem no meio da floresta, vive a menina Ella, cercada pelo amor dos pais, na companhia de muitos amigos, entre os quais, os animais da fazenda. Seu pai é um rico mercador que viaja por outras terras, enquanto a esposa cuida da casa e ensina à filha valores de bondade, esperança e fé. Quando estão juntos, são a família mais feliz do mundo. 

Certo dia a mãe de Ella adoece. Em seu leito de morte, a amável senhora diz à menina que precisa ser sempre corajosa e gentil. Nos anos seguintes pai e filha se fazem companhia, até que o viúvo acredita que casar-se novamente poderia aumentar sua felicidade. Lady Tremaine, suas duas filhas, Anastácia e Drisella, o peludo e rabugento gato Lúcifer vêm morar na casa da floresta. As três mulheres são tão fúteis quanto frias e não têm qualquer interesse em conhecer ou amar pai e filha.

Antes de partir em mais uma viagem, o mercador pergunta a cada uma das jovens o que deseja como presente. As irmãs querem rendas e sombrinhas. Ella pede o primeiro galho que tocar o ombro do pai. Mal o marido deixa a casa, Lady Tremaine sugere que Ella troque de quarto com as irmãs e vá dormir no sótão. Este é só o começo das desventuras da bondosa Ella, que precisará de toda coragem e gentileza para não desistir de sonhar com uma vida melhor.

Os estúdios Disney conseguiram recriar pela segunda vez toda magia da história do escritor Charles Perrault (1697). "Cinderella" é um sonho desde o vestuário à escolha do elenco; feliz na direção, na música, nos diálogos e efeitos especiais. Kenneth Brannagh foi fiel a cada detalhe da história original, incluindo os mágicos sapatinhos de cristal, uma criação de Swarovski, inspirada num exemplar de 1950, que a figurinista Sandy Powell viu num museu. A companhia austríaca forneceu mais de 7 milhões de cristais para serem usados nos vestidos e tiaras da cena do baile. Tal como todo o filme, um luxo só.

Curiosidades:
* Na dança no baile, muitos dos vestidos foram inspirados nos vestidos das princesas da Disney : Bela, Tiana, da Princesa e o Sapo, Aurora, Branca de Neve, Mulan e Ariel.

* Lily James, que interpreta Cinderella, e Sophie McShera, que interpreta Drisella, também atuam juntas em Downton Abbey. Contudo seus papéis são trocados.  Lily é a Lady Rose e Sophie faz o papel de Daisy, a ajudante da cozinheira.

* O vestido azul e o cabelo de Cinderella foram enfeitados com 10.000 cristais Swarovski. A empresa confeccionou 8 pares de sapatinhos, mas nenhum era usável. Lily James usava sapatos de couro no set, que foram digitalmente transformados em crista

Diretor: Kenneth Branagh
Roteiro: Chris Weitz, baseado no conto de Charles Perrault
Musica: Patrick Doyle
Fotografia: Haris Zambarloukos
Designer de Produção: Dante Ferretti (A Invenção de Hugo Cabret, Cold Mountain, Entrevista com o Vampiro, A Época da Inocência, O Nome da Rosa)
Figurinista: Sandy Powell (Ilha do Medo, O Lobo de Wall Street, A Jovem Rainha Victoria, Shakespeare Apaixonado)
Elenco: Lily James, Richard Madden, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Stellan Skarsgård, Sophie McShera, Holliday Granger, Derek Jacobi, Ben Chaplin, Hayley Atwell, Jana Perez
Distribuidora: Disney


*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante
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