Lista de sugestões de filmes interessantes. Dicas de DVDs e Blu-rays novos e antigos encontrados nas locadoras brasileiras. Cada postagem traz foto da capa, breve sinopse, censura, diretor, distribuidora, elenco, responsáveis pelo roteiro, musica e fotografia. Com o eterno deslumbramento de fã apaixonada, By Star Filmes acredita que o cinema emociona, ensina e é a melhor diversão.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Black Fish - Fúria Animal

Blackfish * *
(2013) 83 min (12 anos)

EUA - Em 24 de fevereiro de 2010, a experiente treinadora Dawn Brancheau morreu depois do show "Dine with Shamu", no parque aquático SeaWorld, na Flórida. Dawn foi agredida pela orca Tilikum, que já havia causado a morte de outras 2 pessoas, anos atrás. Em liberdade, esses fantásticos membros da família dos golfinhos se alimentam de peixes, aves, tartarugas, focas, tubarões e leões marinhos. Quando nadam livres nos oceanos, não há registro de casos de ataques de orcas a seres humanos. O que aconteceu com Tilikum? E por que as orcas em cativeiro vivem tão menos do que aquelas em liberdade?

Em novembro de 1983,Tilikum foi aprisionada no Atlântico Norte, na costa da Islândia, e levada para o Sealand do Pacífico, na British Columbia. O Sealand canadense era um parque modesto, sem nenhuma condição de receber animais de tal porte. À noite, as orcas permaneciam confinadas num tanque mínimo (9 metros de diâmetro e 6 metros de profundidade), no qual precisavam ficar paradas. De dia, sua vida não era muito melhor, pois o treinamento diário incluía privação de alimento. A sociedade das orcas é um matriarcado, o que levou Tilikum ao posto mais baixo na hierarquia do grupo; ele era usualmente agredido pelas fêmeas mais velhas. Em 1991, as orcas mataram Keltie Byrne, estudante de biologia marinha, nadadora e treinadora do parque, impedindo-a de sair do tanque. Em 1992, Tilikum foi enviado ao Seaworld da Florida para servir de reprodutor e o parque canadense foi fechado.

O documentário "Blackfish: Fúria Animal" procura mostrar a crueldade de se separar da família - e manter em cativeiro - animais tão inteligentes, sociáveis, que possuem uma linguagem própria e vivem em grupo toda sua vida. As primeiras imagens do filme são impressionantes e revelam a estratégia das fêmeas para salvar os filhotes, assim como o sofrimento das mães quando eles são capturados pelos caçadores de baleia. Em outro momento emocionante de "Blackfish", as orcas-mães se agitam, tremem, "choram", fazendo vocalizações de longo alcance, para serem ouvidas pelos filhotes desaparecidos. Os cientistas ainda conhecem pouco a respeito dos hábitos e linguagens desses fascinantes animais, mas já é o suficiente para concluirmos que devem ser protegidos e admirados em seu habitat natural. 
RVA

Diretora: Gabriella Cowperthwaite
Roteiro: Gabriella Cowperthwaite & Eli Despres, Tim Zimmerman
Musica: Jeff Beal
Fotografia: Jonathan Ingalls, Christopher Towey
Distribuidora: Universal

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Serra Pelada

Serra Pelada *
(2013) 106 min (14 anos)

Pará - O professor Joaquim não era concursado e, ao perder o emprego, sente-se atraído pelas notícias dos jornais sobre a descoberta de ouro em "Serra Pelada". Em 1980, Joaquim deixa a mulher grávida em São Paulo e ruma para o sul do Pará na companhia do amigo Juliano, que não tem nada que o prenda à cidade grande. A vida no garimpo muda tudo e deixa os homens obcecados. Joaquim só pensa em juntar dinheiro para voltar e dar segurança a sua família, enquanto Juliano, progressivamente, torna-se embriagado pelo poder. Em determinado momento os projetos dos amigos se chocam, o tempo passa e a cada dia fica mais difícil abandonar "Serra Pelada".

O ótimo desempenho do elenco, uma bela fotografia e a notável reconstituição de época são os trunfos de "Serra Pelada". Merece uma conferida, até para provar que nem só de comédia vive o cinema brasileiro. Sophie Charlotte está linda como a grande paixão proibida de Juliano. 

Diretor: Heitor Dhalia
Roteiro: Heitor Dhalia, Vera Egito
Musica: Antonio Pinto
Fotografia: Lito Mendes da Rocha
Diretor de Arte: Tulé Peak
Elenco: Julio Andrade, Juliano Cazarré, Sophie Charlotte, Matheus Nachtergaele, Wagner Moura, Eline Porto, Jesuita Barbosa
Distribuidora: Warner Bros

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pedalando com Molière

Alceste à Bicyclette
(2013) 106 min (12 anos)

França - Gauthier Valance está no auge de sua carreira, sendo reconhecido em toda parte como o charmoso médico de uma série de televisão. Famoso, rico e entediado, Valance tem a ideia de produzir a peça "O Misantropo", de Molière. Como parceiro ideal, lembra-se do grande Serge Tanneur, que lhe deu bons conselhos no início de sua carreira. Mas Serge desiludiu-se com o meio teatral, do qual critica a hipocrisia, aposentou-se e passou a viver na ensolarada Île de Ré. Gauthier pensa convencê-lo a abandonar a vida reclusa, lhe oferecendo uma novidade: os dois se alternariam no papel de Alceste, o personagem principal, e seu amigo Philinte.

Serge recusa, depois reconsidera e propõe uma condição: um ensaio conjunto de cinco dias, após o qual decidirá se aceita ou não a proposta. Os dois conversam, ensaiam, discutem, andam de bicicleta à beira-mar, visitam casas à venda com um corretor imobiliário, conhecem uma bela italiana de gênio instável e uma atriz de filme pornô. Gauthier Valance está animado e avisa sua assistente em Paris para ir tocando o projeto, mas o futuro pode ser inquietante.

Foram as locações e o trabalho dos diretores de arte o que mais me interessou em "Pedalando com Molière". Os atores são ótimos, mas os ensaios da peça ultrapassaram meu limite de atenção. Contudo, mesmo depois de passados alguns dias, o filme não me saía da cabeça, sobretudo os ambientes aconchegantes, a casa com fachada de pedra e a pintura azul das paredes já envelhecida, uma sala cheia de quadros e livros, iluminada por delicado abajur. Fiquei sonhando com uma casinha à beira-mar e meditando no final inesperado.

Diretor: Philippe Le Guay
Roteiro: Fabrice Luchini, Philippe Le Guay
Musica: Jorge Arriagada
Fotografia: Jean-Claude Larrieu
Designer de Produção: Françoise Dupertuis
Diretores de Arte: Lionel Mathis, Etienne Rohde
Elenco: Fabrice Luchini, Lambert Wilson, Maya Sansa, Camille Japy, Ged Marlon, Stéphan Wojtowicz
Distribuidora: Imagem Filmes

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ender's Game - O Jogo do Exterminador

Ender's Game *
(2013) 114 min (10 anos)

whysoblu
EUA - A raça humana esteve perto da extinção, quando a Terra foi atacada pelas naves alienígenas dos Fórmicos. Graças à audaciosa manobra do comandante Mazer Rackham, que jogou sua nave contra a nave-mãe dos inimigos, os extraterrestres foram vencidos. Mas permaneceu entre os humanos o medo de que os Fórmicos retornassem. Cinquenta anos depois, para prevenir-se no caso de um futuro ataque, jovens habilidosos ainda eram recrutados e treinados na academia militar internacional. O Coronel Graff comanda essa busca por um novo talento em estratégia e liderança. O tímido Andrew Ender Wiggin chama sua atenção e passa a participar do processo de seleção da academia.

Os dois irmãos de Wiggins já haviam sido avaliados pelas forças militares. Peter foi considerado excessivamente violento e Valentine, confidente e melhor amiga de Ender, era emotiva demais. Caberá ao caçula da família Wiggins conciliar força, razão e emoção para liderar a resistência. Embora o Coronel Graff tente manipular o treinamento para isolar Ender e forçá-lo a contar apenas consigo mesmo, o adolescente intuitivamente exerce a verdadeira liderança, que leva em consideração o bem dos outros, e ganha o respeito dos jovens de sua turma.

Uma história interessante, contada por um elenco de primeira, contribue para tornar "Ender's Game" uma distração atraente para toda família. Se é ótimo reencontrar atores experientes como Harrison Ford, Viola Davis e Ben Kingsley, anima ver jovens revelações do cinema, como Asa Butterfield (A Invenção de Hugo Cabret, O Menino de Pijama Listrado) e Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine, Zumbilândia, O Presente) em uma produção caprichada que não desmerece suas carreiras.

Curiosidades
* O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA recomenda o livro "Ender's Game" aos seus oficiais, dizendo que ele oferece "lições de metodologia de treinamento, liderança e ética."

* Para o trabalho com fios, na sala de batalha, os atores treinaram durante um mês com membros do Cirque du Soleil.

* O diretor Gavin Hood também interpreta o Gigante no "Mind Game".

* O personagem Mazer Rackham é um Maori, povo polínésio indígena da Nova Zelândia.

Diretor: Gavin Hood
Roteiro: Gavin Hood, baseado no livro "Ender's Game", de Orson Scott Card
Musica: Steve Jablonsky
Fotografia: Donald McAlpine
Designer de Produção: Sean Haworth, Ben Procter
Diretor de Arte: A. Todd Holland, Greg Berry, Clint Wallace
Elenco: Asa Butterfield, Abigail Breslin, Harrison Ford, Ben Kingsley, Viola Davis, Hailee Steinfeld, Aramis Knight
Distribuidora: Paris Filmes

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante


domingo, 23 de março de 2014

Flores Raras

Flores Raras
(2013) 115 min (14 anos - relacionamento homossexual)

Brasil - A poetisa Elizabeth Bishop já era conhecida quando veio ao Brasil, em 1951, para uma mudança de ares. Hospedada na casa da paisagista e urbanista Carlota de Macedo Soares, apaixonou-se pela proprietária e pelo país, aqui permanecendo por mais de uma década. "Flores Raras" focaliza o romance trágico entre as duas mulheres. Destacam-se no filme o sensível desempenho de Miranda Otto como Bishop, a fotografia e as belas locações, sobretudo os jardins da casa de Petrópolis. 

Me surpreendi ao descobrir que o amigo Carlos, sempre presente nas reuniões de Lota, era meu político favorito, o jornalista Carlos Frederico Werneck de Lacerda. Foi a urbanista autodidata quem sugeriu ao então Governador do Estado da Guanabara transformar o Aterro do Flamengo num parque. Entre muitas outras iniciativas relevantes, em sua gestão foi resolvido o problema crônico de falta de água na cidade, com a construção do sistema Guandu. Precisamos de outros administradores tão honestos, eficientes e apaixonados pelo Rio de Janeiro quanto Carlos Lacerda.

Curiosidade:
locação na casa Edmundo Cavanela

* A casa real de Lotta não é vista no filme e foi uma obra de Sergio Bernardes. A gravação de "Flores Raras" foi feita na casa Edmundo Cavanelas (1954), no distrito Pedro do Rio, em Petrópolis, um projeto de Oscar Niemeyer, com jardins de Roberto Burle Marx.

Diretor: Bruno Barreto
Roteiro: Matthew Chapman & Julie Sayres, baseado no livro "Flores raras e banalíssimas" de Carmen L. Oliveira
Musica: Marcelo Zarvos
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr
Designer de Produção: José Joaquim Salles
Elenco: Miranda Otto, Gloria Pires, Tracy Middendorf, Marcelo Airoldi, Treat Williams, Marcio Ehrlich
Distribuidora: Imagem Filmes

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante

quarta-feira, 19 de março de 2014

Capitão Phillips

Captain Phillips * *
(2013) 134 min (14 anos)

EUA - Em março de 2009, em Vermont, Richard Phillips está arrumando sua mala e verificando o passaporte, antes de sair com a esposa rumo ao aeroporto. O capitão da marinha mercante vai comandar o MV Maersk Alabama e levar sua carga do porto de Salalah, em Oman, até Mombaça, no Quênia. Phillips recebe mensagem sobre atividade de piratas na costa da Somália.

Numa aldeia somali, os chefes da pirataria chegam num comboio de jeeps, com homens fortemente armados, cobrando ação imediata do sonolento Abduwali Muse. Exigem o sequestro de mais um navio, querem dinheiro logo.  Muse não tem dificuldade em encontrar voluntários e prefere aqueles que lhe ofereçam alguma vantagem. O mais jovem escolhido traz um suprimento de khat, uma erva com propriedades semelhantes às da anfetamina, que mantem os consumidores ativos e eufóricos. 

Consultando o radar, Muse evita grupos de navios. O Maersk Alabama chama sua atenção por viajar sozinho. Enquanto isso, na grande embarcação, o capitão Phillips checa as portas de acesso, reforça a segurança e organiza treinamentos. Mas, sem qualquer arma a bordo, o que podem fazer os marinheiros contra as metralhadoras, determinação e agilidade dos quatro piratas somali?

Assistir "Capitão Phillips" me fez lembrar do assalto que houve em nossa casa há 32 anos atrás. Senti aquele desdobrar do tempo que nos faz viver cada segundo intensamente, em alerta, modulando cada atitude nossa de acordo com as ações dos agressores. É um filme tenso, extremamente bem-feito, com ótimos desempenhos e bom roteiro. Quem der uma olhada nos extras do DVD vai se surpreender com a alegria e naturalidade dos atores somalis, em contraste com sua atuação agressiva como piratas. Os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante para Barkhad Abdi (Muse) foram merecidos. Ficou-me uma dúvida: se a abstinência de khat deixa os consumidores letárgicos, como explicar a agitação incontrolável de um dos piratas?

Diretor: Paul Greengrass
Roteiro: Billy Ray, baseado no livro "A Captain's Duty: Somali Pirates, Navy SEALS, and Dangerous Days at Sea", de Richard Phillips & Stephan Talty
Musica: Henry Jackman
Fotografia: Barry Ackroyd (Guerra ao Terror, Vôo United 93, Pão e Rosas, Meu Nome é Joe)
Designer de Produção: Paul Kirby
Diretora de Arte: Su Whitaker
Elenco: Tom Hanks, Barkhad Abdi, Barkhad Abdirahman, Faysal Ahmed, Mahat M. Ali, Michael Chernus, Omar Berdouni, Catherine Keener
Distribuidora: Sony Pictures Home Entertainment

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante

segunda-feira, 17 de março de 2014

Um Final de Semana em Hyde Park

Hyde Park on Hudson
(2012) 94 min (12 anos)

EUA - Na primavera de 1939, Sara Delano, a mãe de Franklin Delano Roosevelt, sugere que sua prima em quinto grau Margaret "Daisy" Suckley visite o adoentado presidente dos Estados Unidos. Daisy e Roosevelt não se viam há alguns anos, mas forma-se entre eles um relacionamento romântico. Cada vez que visita a mãe em Hyde Park, no estado de Nova Iorque, o presidente solicita a presença de Daisy, que se torna mais uma das mulheres a rodear o presidente, além de sua mãe, de sua esposa Eleanor e da secretária Missy.

Em junho de 1939, o rei George VI da Inglaterra e sua esposa Elizabeth chegam aos estados Unidos em missão oficial. O monarca britânico pretende pedir o apoio do presidente americano contra os alemães e japoneses, no iminente conflito mundial conhecido como a Segunda Grande Guerra (1939-1945). Graças à simplicidade e simpatia do soberano inglês, os dois países se aproximam, embora os americanos só entrem em combate depois do ataque dos japoneses à Pearl Harbour (7/12/1941). 

Margaret Suckley morreu em 1991, aos 99 anos de idade. "Um Final de Semana em Hyde Park" supostamente baseia-se em suas cartas e diários, descobertos postumamente. O que se sabe é que Daisy foi arquivista pessoal de FDR, estava presente no momento de sua morte e presenteou-o com o Scottish terrier "Fala". O filme é bem-feito, com elenco e cenografia caprichados. Uma visão curiosa do único presidente americano a ser eleito quatro vezes consecutivas. FDR atendia a imprensa com bom-humor e os jornalistas retribuíam jamais mostrando-o numa cadeira de rodas. Roosevelt teve paralisia infantil e só conseguia andar de muletas. Quem se interessar pelo assunto pode ver fotos de época, além de comentários revoltados de Hank Drake contra o filme, em seu blog Memoirs of an Amnesiac.  

Curiosidade:
* O filme foi gravado na Inglaterra.
Roosevelt e Fala

Diretor: Roger Michell (Um Lugar Chamado Notting Hill)
Roteiro: Richard Nelson
Musica: Jeremy Sams
Fotografia: Lol Crawley
Designer de Produção: Simon Bowles
Diretores de Arte: Hannah Moseley (Les Miserables, Closer, Notas sobre um Escândalo), Mark Raggett (Shakespeare Apaixonado, Closer, As Horas)
Elenco: Bill Murray, Laura Linney, Samuel West, Olivia Colman, Olivia Williams, Elizabeth Marvel, Elizabeth Wilson
Distribuidora: PlayArte Home Video

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante

domingo, 16 de março de 2014

Bons de Bico

Free Birds
(2013) 90 min (Livre)

EUA - O jovem peru Reggie não tem amigos na fazenda, ele é diferente do bando. Percebendo as reais intenções do fazendeiro, Reggie tenta convencer os outros perus a fugirem, para escapar da matança no feriado do dia de Ação de Graças. Em vez de agradecerem, as aves jogam-no para fora do abrigo, assim que percebem uma movimentação suspeita na fazenda. Assustado, Reggie é carregado para um helicóptero, mas escapa da panela e é declarado o "peru perdoado" pelo presidente dos Estados Unidos. 

Adotado pela filha do presidente, Reggie passa os dias comendo pizza e assistindo telenovela mexicana. Pouco antes do Dia de Ação de Graças, ele é sequestrado por Jake, único membro da Frente de Liberação dos Perus. Sua missão é voltar no tempo para retirar as aves do cardápio do primeiro Dia de Ação de Graças. Contra sua vontade, Reggie é levado até uma máquina do tempo chamada S.T.E.V.E. e transporta-se com Jake para o ano de 1621.

"Bons de Bico" é um desenho animado divertido que pode agradar toda família.

Diretor: Jimmy Hayward
Roteiro: Scott Mosier e Jimmy Hayward, baseado em historia de David I. Stern & John J. Strauss
Musica: Dominic Lewis
Vozes: Owen Wilson (Reggie), Woody Harrelson (Jake), Amy Poehler, George Takei, Colm Meaney, Keith David, Kaitlyn Maher, Jimmy Hayward
Distribuidora: Imagem Filmes

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante

A Menina que Roubava Livros

The Book Thief * *
(2013) 131 min (14 anos)

Alemanha, 1938 - Um trem corta os campos de neve em direção a uma pequena cidade do interior. Dentro de um dos vagões, a Morte espreita. Liesel Meminger, a garota de olhos grandes e cabelos claros, chama sua atenção, mas é seu irmão pequeno, deitado no colo da mãe, que a indesejada das gentes veio buscar. 

Depois do enterro do menino, Liesel é conduzida até a casa dos pais adotivos, Hans e Rosa Hubermann. Hans é um homem simples que toca acordeão e tem um coração de ouro. Rosa, como a flor, é cheia de espinhos, mas, totalmente dedicada, vive para a família.

Na casa ao lado mora o jovem Rudy Steiner, muito interessado em tornar-se amigo de Liesel. Tendo perdido todos os laços com o passado, a menina vai tecendo uma nova rede de afetos, que inclui os pais adotivos, Rudy, Max - o jovem judeu que os Hubermann escondem no porão - e até a esposa do prefeito, de quem a menina pegava os livros "emprestados". É sobretudo no mundo das palavras que Liesel se joga para fugir da realidade bárbara da ditadura nazista.

Acho difícil resistir às criações de Mariana Newlands, a ilustradora talentosa que desenhou a capa brasileira de "A Menina que Roubava Livros". Como minha filha mais velha tinha um exemplar, deixei passar o ímpeto consumista. Mas ela se mudou, levou sua biblioteca e acabei jamais lendo o livro. Assim não precisei brigar com o casting do filme, por haver imaginado muito diferentes os personagens. Li algumas críticas, que me deixaram curiosa, mas o filme superou minhas expectativas. Fiquei emocionada com os fatos da vida de Liesel, graças ao ótimo elenco, com destaque para o casal de pais adotivos, a menina e seu simpático vizinho Rudy. Gostei tanto que escolhi "A Menina que Roubava Livros" para ser a milésima postagem do blog By Star Filmes. 


Diretor: Brian Percival (diretor de 6 episódios de Downton Abbey, entre 2010 e 2012)                                                                   Roteiro: Michael Petroni, baseado no livro "The Book Thief", de Markus Zusak
Musica: John Williams
Fotografia: Florian Ballhaus (O Diabo Veste Prada, Marley & Eu)
Designer de Produção: Simon Elliott
Diretor de Arte: Bill Crutcher
Elenco: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson, Nico Liersch, Ben Schnetzer, Oliver Stokowski, Kirsten Block
Narrado por Roger Allam ("V, de Vingança", "A Rainha", "A Parte dos Anjos")
Distribuidora: Fox Film

*** excelente
** ótimo
* bom
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terça-feira, 11 de março de 2014

Amor Bandido

Mud
(2012) 130 min (14 anos)

EUA - Antes do amanhecer, os adolescentes Ellis e Neckbone saem de casa furtivamente. Dirigem o bote pelo rio Mississipi, atracam numa ilha e procuram o barco que foi levado até o alto de uma árvore, na última inundação. Pretendem tomar posse dele, só que alguém teve a mesma ideia. Espantados, observam o homem de cabelos revoltos, sujo, que se apresenta como Mud. Criado na região, está pescando e morando na ilha, enquanto espera a chegada de sua namorada Juniper. Apesar da aparência mal cuidada, não é um vagabundo, e precisa da ajuda dos garotos. Mud está sendo perseguido por ter matado um homem.

Ellis logo fica do seu lado, pois enamorou-se de May Pearl e quer acreditar no amor, especialmente agora, que seus pais estão ameaçando se separar. Mas, além de policiais, há um grupo de mercenários violentos atrás de Mud, contratados pelo pai do homem que ele matou. São poucas as chances de que consiga escapar com vida, mas o que é a juventude senão acreditar no improvável? Os garotos não hesitam em arriscar-se para salvá-lo.

"Amor Bandido" é um drama bem levado, com elenco de primeira. Nessa historia são os homens que exercitam sua capacidade de amar e as filhas de Eva só se apresentam para decepcioná-los. Mas os rapazes amadurecem, servindo e amando desinteressadamente. Os dois atores adolescentes começam bem sua carreira. Esse é o primeiro filme de Jacob Lofland (Neckbone) e Tye Sheridan (Ellis) estreou em "A Árvore da Vida", como Steve.



Diretor: Jeff Nichols (O Abrigo)
Roteiro: Jeff Nichols
Musica: David Wingo
Fotografia: Adam Stone (O Abrigo)
Designer de Produção: Richard A. Wright
Diretor de Arte: Elliott Glick
Elenco: Matthew McConaughey, Reese Witherspoon, Sam Shepard, Tye Sheridan, Jacob Lofland, Michael Shannon, Joe Don Baker, Sarah Paulson, Paul Sparks, Bonnie Sturdivant, Stuart Greer
Distribuidora: California Filmes

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante
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