Cuba, início dos anos 60 - Sérgio está sózinho em Havana. Seus pais e a ex-mulher partiram para os EUA, como tantos outros. Por que Sérgio fica? Só para escrever um livro? Seu olhar é tão distanciado sobre as pessoas, os acontecimentos e a paisagem, que perscruta com uma luneta da janela do apartamento moderno! Não é uma personalidade cativante; pelo contrário. Sua afinidade foi com uma namorada da juventude, que também partiu. Pensava encontrar-se com ela, mas o pai comprou-lhe uma fábrica de móveis e Sergio foi ficando. Agora tenta educar as mulheres que escolhe pela aparência. Considera-as frívolas e parte do subdesenvolvimento que o rodeia. Admirador das pinturas modernas, cobra de Picasso uma obra prometida para Cuba e comenta:
- É fácil ser comunista em Paris.
Uma das atrações do filme é a perfeita mistura entre cenas de documentário e ficção. Assim como os tipos pitorescos capturados pela câmera em close, a visita à casa de Hemingway e a panorâmica de Havana, os carros passando à beira-mar. Edmundo Desnoes, autor do roteiro aparece como ele mesmo, como um dos conferencistas numa palestra. É um filme que não se esquece.
Diretor: Tomás Gutierrez Alea
Roteiro: Edmundo Desnoes
Música: Leo Brouwer
Fotografia: Ramón Suárez
Elenco: Sergio Corrieri, Daisy Grandos, Eslinda Nuñez.
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