Lista de sugestões de filmes interessantes. Cada postagem traz foto, breve sinopse, censura, diretor, distribuidora, elenco, responsáveis pelo roteiro, musica e fotografia. Com o eterno deslumbramento de fã apaixonada, By Star Filmes acredita que o cinema emociona, ensina e é a melhor diversão.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A Cidade das Crianças

Les Enfants de Timpelbach
(2008) 97 min (12 anos)



Na vila de Timpelbach, as crianças afrontam pais e professores e brigam entre si. Os adultos resolvem lhes dar uma lição e desaparecem, da noite para o dia. Sem autoridade à vista, o grupo se divide entre Oscar e Marianne. O menino, filho de um pai truculento, chefia os desordeiros que destroem, pegam o que querem e batem nos mais fracos. Marianne cuida dos menores e organiza as crianças por tarefas. Enquanto os pais não retornam, os filhos repetem os exemplos que receberam. Um ato mais sério de violência faz todos refletirem. Os adultos encontrarão mudanças na sua volta.

É um filme bonitinho, com elenco bem escolhido de crianças encantadoras e interessantes, que interpretam os alunos da abominável professora Corbac. Gérard Depardieu faz o papel do gorducho Igor, general do país vizinho. "A Cidade das Crianças" diverte e pode ser uma distração para os pequenos.

Diretor: Nicolas Bary
Roteiro: Nicolas Bary, Nicolas Peufaillit, Fabrice Roger-Lacan, baseado no livro "Timpetill - Die Stadt Ohne Eltern" de Henry Winterfield
Música: Frédéric Talgorn
Fotografia: Axel Cosnefroy
Elenco: Adèle Exarchopoulos, Baptiste Bétoulaud, Raphaël Katz, Léo Legrand, Florian Goutiéras, Martin Jobert, Lola Créton, Léo Paget, Julien Dubois, Mathieu Donné, Terry Edinval, Carole Bouquet, Armelle, Gérard Depardieu

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Os Piratas do Rock

The Boat that Rocked
(2009) 135 min (12 anos - linguagem obscena e nudez)



Inglaterra, 1966 - "A história se inspira no movimento das rádios piratas britânicas dos anos 60, que circulavam a costa da Inglaterra em barcos carregados de aparelhagem de transmissão. Enquanto os meios oficiais, como a BBC, só tocavam cerca de duas horas semanais de rock em suas rádios, os piratas veiculavam o novo som 24 horas por dia, ajudando a difundir a música que marcaria a juventude da década." (Omelete)


De tanto ver o trailer, perdi até a vontade de ver o filme; isso me acontece. A maior virtude dos "Piratas do Rock" é sua trilha sonora, maravilhosa e louvada por alguns adolescentes do século XXI. Não sendo um musical, foi colocado nessa categoria pela esplêndida e representativa seleção. O bom elenco, personagens simpáticos e a recriação de época impecável também recomendam. O desenvolvimento do roteiro não chegou a empolgar e me deixou, por vezes, um tanto sonolenta. Mas gostei da cena em que o cabeludo Bob se agarra à caixa que contem seus tesouros. Prefere naufragar com ela a deixar seus discos favoritos no fundo do mar. Compreendo o apego.

Para os menores de 14 anos vale uma conversinha amigável de advertência quanto à banalização do sexo.

Diretor: Richard Curtis
Roteiro: Richard Curtis
Fotografia: Danny Cohen
Elenco: Philip Seymour Hoffman, Kenneth Branagh, Bill Nighy, Tom Sturridge,
Emma Thompson, Tom Brooke, Rhys Darby, Nick Frost, Michael Thomas, Katherine Parkinson, Jack Davenport, Ralph Brown

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

Pelos Meus Olhos

Te Doy Mis Ojos *
(2003) 102 min (16 anos)



Espanha - Numa noite de inverno, a assustada Pilar prepara a mala apressadamente, acorda o filho e foge do pequeno apartamento em Toledo. Embora ame o marido Antonio, tem o corpo e a alma feridos por sua violência brutal. Refugiada na casa da irmã Ana, começa a trabalhar na recepção de uma linda igreja, decorada com quadros de El Grecco. Pilar faz amizade com as colegas e, maravilhada, mergulha no mundo das belas artes.

Antonio sente falta da esposa, mas não se conhece, ou a ela. Num grupo de terapia para homens com o mesmo problema, descobre que precisa identificar os primeiros sinais de ira e afastar-se, até conseguir se acalmar. Quando procura Pilar está cheio de boas intenções, mas serão suficientes para evitar novas cenas de violência doméstica?

A mãe de Pilar suportou os maus-tratos do próprio marido, a quem ainda visita no cemitério. Além do terapeuta, é o comportamento amável do companheiro de Ana que se contrapõe ao machismo extremado dos personagens masculinos. Como uma nota engraçada, John é escocês e usa o saiote típico na cena de casamento. Um homem não precisa usar saias para ser gentil, mas deve confiar na esposa, colaborar na educação dos filhos e ajudar nas tarefas de casa.

"Pelos Meus Olhos" cria um clima de muita emoção e suspense, o que justifica plenamente os 7 prêmios Goya que recebeu da Academia Espanhola de Cinema em 2003: filme, direção, ator, atriz, coadjuvante (Candela Peña faz a irmã de Pilar), roteiro, fotografia e som.

Diretora: Icíar Bollaín
Roteiro: Icíar Bollaín, Alicia Luna
Música: Alberto Iglesias
Fotografia: Carles Gusi
Elenco: Laia Marull, Luis Tosar, Candela Peña, Rosa Maria Sardà, Kiti Manver, Sergi Calleja, David Mooney, Chus Gutiérrez, Elena Irureta

domingo, 13 de dezembro de 2009

Tempos de Paz

Tempos de Paz
(2009) 81 min (12 anos)

Brasil - No final da 2ª Guerra Mundial, o governo de Getúlio Vargas acaba de soltar os presos políticos e a polícia está se adaptando aos novos tempos. No mesmo período, muitos imigrantes europeus desembarcam no cais 22 do porto do Rio de Janeiro. Sofridos, tendo perdido família, casa e pátria, querem recomeçar a vida. No dia 18 de abril de 1945, o ator polonês Clausewitz é separado da fila e interrogado pelo agente da alfândega Segismundo. O ex-torturador da polícia política do presidente Vargas suspeita que o ator seja um fugitivo nazista e exige que interprete uma cena dramática que o faça chorar, ou será embarcado de volta para a Europa.

"Com uma cenografia impecável e uma dupla de atores centrais em perfeito entrosamento e de timing artístico incontestável, o filme tem momentos interessantíssimos, embora o hermetismo do texto fique melhor para o meio para qual foi escrito.A força das palavras de Clausewitz perde um pouco do impacto, pois o cinema tem uma linguagem visual completamente diferente do teatro."
(Ricardo Pinto em Cinema em Cena)

Bonitas as filmagens de arquivo na abertura do filme e a homenagem final pela colaboração na construção do Brasil dos imigrantes Paulo Ronai, Otto Maria Carpeaux, Ziembinski "e (a) tantos outros que a guerra tornou brasileiros".


Diretor: Daniel Filho
Roteiro: Bosco Brasil
Música: Egberto Gismonti
Fotografia: Tuca Moraes
Elenco: Tony Ramos, Dan Stulbach, Louise Cardoso, Ailton Graça

Falando Grego

My Life in Ruins
(2009) 94 min (12 anos)



Grécia - "Kefi" para os gregos é o espírito de alegria, paixão, exuberância. Geórgia perdeu seu "kefi", junto com o namorado e o emprego na universidade de Atenas. Apaixonada pela cultura grega, ainda tenta interessar um grupo de turistas na mitologia e no passado da República Helênica. Em vão. Americanos e canadenses preferem tomar sorvete, ir à praia ou comprar lembranças de viagem. Nico, o guia do outro grupo, satisfaz esses desejos e deixa a história de lado, por isso é designado para os melhores hotéis e viaja no ônibus com ar condicionado. Geórgia está prestes a abandonar o país e a profissão quando conhece Irv e o motorista Poupi. O que parecia uma tragédia grega ainda pode ter um final feliz.

As virtudes de "Falando Grego" resumem-se em um cenário magnífico, uma trilha sonora alegre e algumas cenas de "Zorba o Grego". Não espere mais nada e você ainda pode se distrair visitando a Acrópolis, em Athenas, e outras belas ruínas da moderna Hélade. Sempre fico um pouquinho triste quando vejo bons atores, como Richard Dreyfuss, participando de produções pouco criativas e superficiais.

Diretor: Donald Petrie
Roteiro: Mike Reiss
Música: David Newman
Fotografia: José Luis Alcaine
Elenco: Nia Vardalos, Richard Dreyfuss, Alexis Georgoulis, Alistair McGowan

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uma Prova de Amor

My Sister's Keeper
(2009) 109 min (Livre)



EUA, Los Angeles - Anna Fitzgerald foi concebida geneticamente para ser compatível com Kate, sua irmã mais velha, que tem um tipo raro de leucemia desde pequena. Enquanto o pai trabalha no corpo de bombeiros, a mãe Sara deixou o escritório de advocacia para se dedicar integralmente aos cuidados com a menina. O terceiro filho, Jesse, não recebe toda a atenção que precisa. Ao apresentar dislexia na escola, é enviado a um colégio interno especializado, até superar seu problema, pois a mãe não tem como ajudá-lo. Sara está totalmente comprometida com a missão de salvar a vida de Kate.

Momentos alegres em família são intercalados com internações, cirurgias, transplante de medula e doações de sangue de Anna para Kate. Para surpresa dos médicos, Kate ultrapassa a expectativa de vida inicial e chega aos 16 anos. Devido a complicações renais, precisa de um transplante de rim, mas a doadora habitual se rebela. Anna contrata o advogado Campbell Alexander para obter na corte de justiça a emancipação médica de seus pais. De acordo com o anúncio de televisão, o jurista tem sucesso em 91% dos casos. Sara se zanga, pois não está preparada para aceitar os fatos e desistir da luta.

"Uma Prova de Amor" foi o filme que fez minha filha caçula soluçar no cinema. Alertadas, as irmãs mais velhas e eu nos preparamos para verter lágrimas de esguicho! O relato de abertura nos prendeu, história e artistas nos comoveram, e a fotografia de Caleb Deschanel é bonita (Crônicas de Spiderwick, Paixão de Cristo, Anna e o Rei). Mas, se o filme não chegou a nos ferir a alma, pode se prestar a interessantes discussões de bioética.

Certo crítico viu um debate implícito entre os pro-vida e os pro-escolha. Deduziu que uma pessoa favorável ao aborto apoiaria a recusa de Anna, enquanto os defensores da vida exigiriam que a menina doasse o rim. Não vejo assim. Todo doente tem o direito a ser bem cuidado, amparado em suas necessidades básicas de ar, alimento, alívio da dor, conforto emocional e espiritual. Meios extraordinários, como geração de irmãos para doação de órgãos, desrespeitam a liberdade e ultrapassam até o bom senso.

Diretor:
Nick Cassavetes
Roteiro: Jeremy Leven e Nick Cassavetes, baseado em romance de Jodi Picoult
Música: Aaron Zigman
Fotografia: Caleb Deschanel
Elenco: Abigail Breslin, Sofia Vassilieva, Cameron Diaz, Jason Patric, Evan Elligson, Alec Baldwyn, Heather Walquist, David Thornton, Joan Cusack, Thomas Dekker

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Confissões de uma Garota de Programa

The Girlfriend Experience
(2009) 77 min (14 anos)



EUA - "Confissões de uma Garota de Programa" mostra alguns dias na vida de Christine Brown, conhecida como Chelsea, uma acompanhante de Manhatan que desempenha o papel de namorada por US$ 2.000,00 a hora. Imune à crise que atravessa o país, sua agenda está sempre ocupada. A elegante jovem acredita em consultar a compatibilidade do dia do seu nascimento com o dos clientes. Ela sente que isso lhe dá controle sobre sua própria vida. Independente, Christine divide o elegante apartamento em que mora com o compreensivo Chris, um personal trainer que aceita seu estilo de vida. Mas há um custo nesta maneira de viver, que se faz sentir no desligamento emocional de Chelsea, que, na realidade, não estabelece vínculo significativo com homem algum, apenas uma falsa intimidade.

O filme pode ser um pouquinho confuso. "Quem é esse homem mesmo?", me perguntei várias vezes. Mas é discreto (14 anos), bem feito, cria um clima. Steven Soderbergh acertou ao escolher como protagonista a artista de filmes adultos Sasha Gray. Ela é bastante convincente como Chelsea. E o diretor (Che, Onze Homens e um Segredo) leva competência a tudo o que faz.

Diretor: Steven Soderbergh
Roteiro: David Levien & Brian Koppelman
Música: Ross Godfrey
Fotografia: Steven Soderbergh (como Peter Andrews)
Elenco: Sasha Gray, Chris Santos, Philip Eytan, Peter Zizzo, Vincent Dellacera, David Levien, Mark Jacobson, Steve Klapper, Dennis Shields, Ben Finkelstein, Caitlin Lyon

sábado, 5 de dezembro de 2009

Surpresas do Amor

Four Christmases
(2008) 88 min (12 anos)



EUA - Há tres anos, Brad e Kate evitam passar o dia de Natal com seus parentes. Filhos de pais divorciados, em famílias um tanto disfuncionais, precisariam peregrinar por quatro festas diferentes. Como desculpa, costumam inventar viagens em projetos voluntários para ajudar pessoas carentes em países exóticos. No dia em que devem embarcar para as ilhas Fiji, uma densa neblina cobre a baía de San Francisco (linda a imagem da Golden Gate entre as nuvens!) . Todos os vôos são suspensos. Mas o pior está por vir: diante do placar, mostrando o cancelamento dos vôos, uma repórter da TV entrevista o casal, em coloridos trajes típicos de turista nos trópicos, em frente ao balcão da companhia aérea. Na cena seguinte, em roupas negras, quase emburrados, Brad e Kate viajam de carro para a primeira reunião de família. Feliz Natal?

Não quis nem saber a nota no imdb. Escolhi o filme pelo tema e pela presença de Reese Witherspoon. De quebra, tive a surpresa de encontrar, como coadjuvantes, Robert Duvall, Sissy Spacek, Jon Voight, Mary Steenburgen, uma deliciosa trilha sonora natalina e todos aqueles enfeites, cores e brilhos desta festa maravilhosa. "Surpresas do Amor" tem altos e baixos. Aborda superficialmente o tema do egoísmo, medo de compromisso , a valorização da paternidade e das famílias, mesmo imperfeitas. Minha paixão pelo Natal me leva por caminhos sinuosos e desiguais...

Diretor: Seth Gordon
Roteiro: Matt Allen, Caleb Wilson, Jon Lucas, Scott Moore
Música: Alex Wurman
Fotografia: Jeffrey L. Kimball
Elenco: Reese Witherspoon, Vince Vaughn, Robert Duvall, Sissy Spacek, John Voight, Mary Steenburgen, Jon Favreau, Dwight Yoakam, Tim McGraw, Kristin Chenoweth,

Arraste-me para o Inferno

Drag me to Hell * *
(2009) 99 min (14 anos)



"Eu suplico e você me humilha?"

EUA, Califórnia - Em 1969, um casal de mexicanos corre até a casa de Shaun San Dena. Eles querem que a médium livre seu filho das forças malignas que o assombram há 3 dias.

Quarenta anos depois, em Los Angeles, vive a loura, linda e meiga Christine Brown. Sua aparência frágil destoa da função que exerce no banco em que trabalha. Ela é responsável pela seção de empréstimos da agência e espera ser indicada para o cargo de gerente, assim que fechar um grande contrato. Mas há um concorrente à vaga, o qual usa métodos desleais para impressionar o chefe, Sr. Jacks. Se depender das artimanhas do novato Stu Rubin, Christine não mudará de mesa.

Assim, quando a senhora Ganush diz que esteve doente e precisa renovar a hipoteca mais uma vez, Christine endurece o coração e nega. A velha cigana explica que perderá a casa, onde morou a vida inteira, se ajoelha e suplica. Mas a jovem quer provar ao chefe que é capaz de tomar decisões difíceis. Enfurecida, Sylvia Ganush precisa ser retirada à força pelos seguranças do banco. Para satisfazer seu desejo de vingança, a bruxa lança a maldição de Lâmia sobre Christine, que buscará forças aliadas para contrapor aos espíritos malévolos que vêm assombrá-la.

"Arraste-me para o Inferno" é uma experiência única para os apaixonados por filmes de horror e suspense; gente estranha que gosta de levar susto e ser aterrorizado, entre as quais me incluo. Tem os elementos clássicos do gênero: espíritos, insetos, gatos, sombras ameaçadoras, objetos que se movem, lances de humor negro, além de uma doce protagonista, que provoca empatia imediata e me lembrou a jovem Clarice Starling, diante do assustador Hannibal Lecter. Tanto Christine como Clarice tentam esquecer a infância pobre no interior. O filme é perfeito para uma sessão-pipoca; só para aqueles que têm estômago forte e não ficam enjoados à toa.

Curiosidade:
* A placa do Oldsmobile amarelo de Sylvia Ganush é 99951. Lendo de cabeça para baixo, fica IS666 (é 666 - o número da besta). O carro, na realidade, pertence ao diretor Sam Raimi e já apareceu em seus outros filmes, Evil Dead I e II.


Diretor: Sam Raimi
Roteiro: Sam Raimi, Ivan Raimi
Música: Christopher Young
Fotografia: Peter Deming
Elenco: Alison Lohman, Justin Long, Lorna Raver, Dileep Rao, David Paymer, Adriana Barraza, Reggie Lee

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

UP - Altas Aventuras

Up * *
(2009) 96 min (Livre)



EUA - Quando crianças, Carl Fredricksen e Ellie tornaram-se amigos inseparáveis a partir da admiração de ambos pelo famoso explorador de 24 anos, Charles Muntz. Ellie e Carl sonham repetir suas aventuras e conhecer o Paraíso das Cachoeiras. "Up" começa com um breve noticiário em preto e branco, sobre o mundo perdido na América do Sul. Posteriormente, Charles Muntz desaparece com o dirigível "Spirit of Adventure", numa expedição para provar a veracidade de suas descobertas à comunidade científica.

O tranquílo Carl e a animada Ellie lêem juntos, fazem piqueniques, sonham, planejam um futuro comum, casam-se, amparam-se na tristeza, cuidam da casa, envelhecem juntos. O sonho da viagem foi sendo sempre adiado por imprevistos da vida. Mas, no início da história, Carl já está viúvo, morando sozinho na aconchegante casinha com varanda, emoldurada por pequeno gramado, em que viveu com sua amada Ellie.

Batidas na porta de entrada vêm quebrar a rotina. A visita inesperada é Russell, um pequeno Explorador da Natureza, tribo 54, Cabana do Vapor 12. O rechonchudo menino de 8 anos, vestido como escoteiro, precisa ajudar um idoso para ganhar um distintivo e passar à categoria de Grande Explorador. Será que o recluso Carl estará aberto a essa nova aventura? Vale muito a pena conferir a resposta.

Fomos assistir "Up" no cinema, para aproveitar a novidade em 3 dimensões. Um dos filhos se recusava a nos acompanhar porque o filme era dublado. Não adiantava meu argumento de que todo desenho animado é dublado; ele preferia ficar em casa. À última hora, felizmente, foi convencido por uma das irmãs. Nesta primeira experiência, me emocionou bastante a doce história de amor entre Carl e Ellie. Enfim, personagens principais que podem não ser jovens e lindos.

Ao rever "Up" , me chamaram a atenção as cores alegres, o desenho perfeito em detalhes, o cenário maravilhoso, baseado nos "tepuis " (montanha em forma de mesa) da Venezuela. Os extras do DVD nos levam à cachoeira mais alta do mundo, Santo Angel, onde a água evapora antes de tocar o chão, e ao Monte Roraima, local de difícil acesso que serviu de inspiração para o ambiente do filme.

Mas, provavelmente, o maior encanto para mim, depois do romance do casal Fredricksen, foi a amizade que se desenvolveu entre Carl e Russell: assistir o idoso largar a bengala, tomar sorvete na calçada e rejuvenescer, participando da vida do menino esquecido pelo pai. Viver o papel de avô deu sentido à vida de Carl e tornou Russell mais feliz.


Monte Roraima

Diretor: Pete Docter, Bob Peterson
Roteiro: Bob Peterson e Pete Docter, baseado em história de Pete Docter, Bob Peterson, Tom McCarthy
Música: Michael Giacchino

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

banner