Lista de sugestões de filmes interessantes. Cada postagem traz foto, breve sinopse, censura, diretor, distribuidora, elenco, responsáveis pelo roteiro, musica e fotografia. Com o eterno deslumbramento de fã apaixonada, By Star Filmes acredita que o cinema emociona, ensina e é a melhor diversão.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A Aldeia dos Amaldiçoados

Village of the Damned * 
(1960) 77 min (16 anos)

Inglaterra - Um pastor e seu cachorro atravessam o campo, acompanhando o pequeno rebanho de ovelhas. Passam ao lado do tratorista que revolve a terra da propriedade do professor Gordon Zellaby. Dentro da casa, o cientista acaricia a cabeça do pastor alemão de pelo claro, deitado perto da lareira. Zellaby está ligando para seu cunhado, o major Alan Bernard, quando para de falar subitamente, larga o telefone e desfalece sobre o tapete. O cão Bruno também perde os sentidos. Do lado de fora, o trator dá voltas sem controle até bater numa árvore, pois o motorista está inconsciente. Todos os moradores e animais da aldeia de Midwich estão desacordados, quando o sino da Igreja bate as 11 horas da manhã. 

O major Bernard pega seu carro e dirige em direção à vila, quando passa por um policial de bicicleta. O oficial veio indagar sobre o destino de um ônibus que nunca chegou de Midwich. Os dois vêem que o veículo saiu da estrada mais adiante. Os passageiros permanecem dentro do ônibus, mas não se movem. Ao se aproximar, o guarda desmaia. Alan entra no carro e retorna para avisar as autoridades. Notificado, o exército toma conta da situação, sem avisar a imprensa, para não causar pânico. Às 14:50 uma vaca levanta no pasto, o policial desperta, as pessoas saem do ônibus e todos acordam na pequena cidade. A situação parece ter voltado à normalidade. 

Algumas semanas depois, todas as mulheres férteis de Midwich se descobrem grávidas. Examinada com raio X, a esposa do professor Zellaby não se tranquiliza pelo fato do bebê ser perfeito. Anthea e as outras mulheres suspeitam que essas crianças não sejam filhas de seus maridos. Meses depois, elas dão à luz bebês louros de olhos estranhos. Aos 4 meses, as crianças agem como se tivessem 18. Com 1 ano de idade, o que uma aprende todas as outras sabem. Quando descobre que são capazes de ler os pensamentos e controlar a vontade alheia, o professor Gordon percebe o perigo que Midwich e o mundo estão correndo.

Assisti "A Aldeia dos Amaldiçoados" saindo da infância e o filme me impressionou muitíssimo; foi um dos poucos dos quais lembrava em detalhes, do princípio ao fim. Revi essa semana e, com exceção do exame de Raio X em mulheres grávidas, nada me pareceu inadequado ou supérfluo. A doçura dos olhos de Barbara Shelley transmite toda a perplexidade de uma mãe surpresa diante da falta de receptividade afetiva de seu pimpolho. A direção sóbria e eficiente do alemão Wolf Rilla ainda provoca suspense. "A Aldeia dos Amaldiçoados" de 1960 é um clássico. 

Curiosidade:
* As perucas louras usadas pelas crianças foram feitas de forma a parecer que elas possuíam um crânio maior do que o normal.

* A tradução do título do livro no qual o filme se inspira é "Os Cucos de Midwich". Cucos são pássaros que colocam seus ovos em ninhos de outras aves, que os criam junto com os seus. Os filhotes de cuco frequentemente matam seus companheiros de ninho para receber mais alimento e atenção dos pais adotivos.(imdb)

* O efeito sinistro que fazia brilhar os olhos das crianças, quando em uso de seus poderes, foi criado com a sobreposição da imagem do negativo sobre a pupila dos pequenos atores. "O brilho nos olhos das crianças foi um recurso inserido para o mercado americano, enquanto os ingleses ficaram com uma versão mais sutil da execução dos poderes alienígenas. É difícil imaginar o filme sem esse traço característico." ("Devo Tudo ao Cinema")

Diretor: Wolf Rilla
Roteiro: Stirling Silliphant, Wolf Rilla, Ronald Kinnoch, baseado no livro "The Midwich Cuckoos" de John Wyndham
Musica: Ron Goodwyn
Fotografia: Geoffrey Faithfull
Diretor de Arte: Ivan King
Elenco: George Sanders, Barbara Shelley, Martin Stephens, Michael Gwynn, Laurence Naismith, John Phillips
Distribuidora: Versátil

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Invocação do Mal

The Conjuring * *
(2013) 111 min (14 anos)

EUA, Rhode Island, 1971 - Carolyn e Roger Perron mudam-se com as cinco filhas e a cadela Sadie para uma vellha casa de fazenda, em Harrisville. Encantadas com tanto espaço, as meninas correm para escolher seus quartos, mas Sadie recusa-se a entrar na casa. Na manhã seguinte Carolyn aparece com algumas manchas roxas no corpo e a cadela é encontrada morta no gramado. A cada dia novos fatos perturbadores acontecem na residência da família Perron. Durante a noite, uma das filhas anda como sonâmbula e bate com a cabeça repetidamente no armário do quarto da irmã mais velha. Algo puxa a perna de outra menina e os pássaros se jogam contra a lateral da casa. 

Aterrorizada, a família pede a ajuda dos investigadores de fenômenos paranormais, Ed e Lorraine Warren. O casal reluta em aceitar o caso, pois acredita que, na maioria das vezes, há explicações naturais para os fatos que parecem sobrenaturais. Sensibilizados pela aflição do casal Perron, os Warren vão até Harrisville.  Percorrendo a casa, Lorraine sente que um espírito maligno ameaça a família e decide ajudá-la, mesmo arriscando a própria segurança. O primeiro passo é juntar evidências para entregar à Igreja Católica local. Contudo, como as crianças não tinham sido batizadas, seria necessária uma permissão especial do Vaticano para enviar um padre exorcista. Mas o mal tem pressa e fica à espreita da melhor oportunidade para atacar.

"Invocação do Mal" foi um dos filmes mais apavorantes que assisti nos últimos tempos. O ambiente e as interpretações criam aquele clima que nos deixa em estado de alerta constante, com o coração pronto a disparar. Minha filha do meio, mais corajosa, não se impressionou tanto, mas acho que já está reconsiderando a ideia de deixar para batizar meus futuros netos quando ficarem mais velhos. Pelo menos eu espero!

Curiosidade: (imdb)
* Lorraine Warren e Andrea Perron serviram como consultoras para os roteiristas e para o diretor James Wan. As duas afirmam que o filme é fiel aos fatos que ocorreram com a família durante os 10 anos que moraram na casa.

* O diretor James Wan modelou a atmosfera e a fotografia de "Invocação do Mal" nos filmes de terror da década de 70. 

* Andrea Perron escreveu um livro sobre suas experiências na casa, chamado 'House of Darkness, House of Light'.

* Lorraine Warren faz uma pequena ponta como a mulher idosa que está sentada numa das primeiras filas da sala de aula, quando Carolyn está assistindo uma apresentação dos Warren.

Diretor: James Wan
Roteiro: Chad Hayes & Carey Hayes
Musica: Joseph Bichara
Fotografia: John R. Leonetti
Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Ron Livingston, Lili Taylor, Shannon Cook, John Brotherton, Kyla Deaver, Mackenzie Christine Foy, Joey King, Hayley McFarland, Shanley Caswell, Sterling Jerins, Steve Coulter, Morganna Bridgers
Distribuidora: Warner

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Guerra Mundial Z

World War Z * *
(2013) 116 min (14 anos)
"Cada ser humano salvo é um zumbi a menos para combater"

EUA - Imagens de golfinhos encalhados na areia, enxames de formigas, cachorros raivosos se engalfinhando, casos de gripe aviária. Parece que a natureza enlouqueceu. O casal Gerry e Karin Lane toma café com as filhas enquanto a televisão permanece ligada no noticiário. Os quatro saem de carro e se deparam com um longo engarrafamento e vários helicópteros sobrevoando a área. Pessoas correm desesperadas pelas ruas, perseguidas por uma horda crescente de zumbis que ataca furiosamente os moradores da cidade de Filadélfia. O mesmo está acontecendo em outras partes do globo.

Como ex-investigador da ONU, Gerry é convocado para descobrir a origem do vírus que se espalha pelo planeta. Levada para o porta aviões "Argus", a duzentas milhas de Nova Iorque, sua família estará em segurança enquanto ele estiver vivo, coletando informações e buscando uma solução para eliminar essa nova praga letal.

Depois de três dias, ainda me assombro do quanto gostei de um filme sobre zumbis. E não é só porque Brad Pitt empresta sua bela figura, assim como sua experiência de paternidade, ao simpático e afetuoso Gerry Lane. Aliás, quem não quer um pai destemido, inteligente, brincalhão, amoroso, que ouve, se comunica e sabe fazer panquecas? Em "Guerra Mundial Z" não há cenas nojentas de entranhas ou cérebros expostos, mas suspense constante, ambientes variados e explicações razoáveis. O diretor apresenta algumas imagens grandiosas, como uma panorâmica de zumbis escalando as muralhas de Jerusalém, e finaliza de maneira mais silenciosa, quase intimista. Há muito tempo não me divertia tanto.

Diretor: Marc Forster
Roteiro: Matthew Michael Carnahan e Drew Goddard & Damon Lindelof, baseado no livro de Max Brooks
Musica: Marco Beltrami
Fotografia: Ben Seresin, Robert Richardson
Elenco: Brad Pitt, Mireille Enos, Daniella Kertesz, Ludi Boeken, Fana Mokoena, David Morse, Peter Capaldi, Pierfrancesco Favino, Ruth Negga, Moritz Bleibtreu, Sterling Jerins, Abigail Hargrove, Fabrizio Zacharee Guido, Ruari Cannon
Distribuidora: Paramount

*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Frankenweenie

Frankenweenie *
(2012) 87 min (10 anos) preto e branco

EUA - Ben e Susan Frankenstein assistem entusiasmados um filme caseiro dirigido pelo filho Victor, no qual atua seu cãozinho Sparky. Além de cineasta, o menino tem talento como cientista, graças ao encorajamento do senhor Rzykruski, um professor que se parece com Vincent Price e deixa a turma eletrizada pela maneira como apresenta a matéria. A Feira de Ciências se aproxima e cada aluno se esforça para desenvolver um projeto original. Ben Frankenstein permite que o filho participe da feira, desde que aceite jogar no time de baseball. Victor concorda, mas algo terrível acontece: Sparsky é atropelado. Inconsolável, o jovem cientista decide reviver seu melhor amigo, aproveitando a eletricidade dos raios, tão frequentes na cidade de New Holland. O resultado já é mais ou menos conhecido.

Frankenweenie é um filme engraçadinho, muito bem-feito em todos os detalhes técnicos. Mas, além de previsível, não era o que eu precisava ver no momento, o que certamente prejudica minha avaliação e me deixou um tantinho entediada; não é todo desenho animado que me seduz. Sua nota no imdb é 7, até hoje, pelo menos.

Diretor: Tim Burton
Roteiro: Leonard Ripps (roteiro de 1984), John August, baseado numa ideia de Tim Burton
Musica: Danny Elfman
Fotografia: Peter Sorg
Vozes: Catherine O'Hara, Martin Short, Martin Landau, Charlie Tahan, Winona Ryder, Robert Capron, Frank Welker
Distribuidora: Disney




*** excelente
** ótimo
* bom
Sem Asterisco - interessante

sábado, 22 de outubro de 2011

Stake Land - Anoitecer Violento

Stake Land
(2010) 89 min (16 anos)

EUA - "Uma terrível epidemia de vampiros avança e os humanos precisam correr para se salvarem das feras. As autoridades fugiram, as cidades foram tomadas e os que conseguiram escapar se reuniram em grupos na área rural. Quando sua família toda é massacrada, o jovem Martin é acolhido por 'Mister', um caçador de mortos-vivos que lhe ensina técnicas de sobrevivência. Os dois seguem procurando um lugar melhor para recomeçar. Na viagem rumo ao Novo Eden, alguns dos humanos que cruzam seu caminho são tão temíveis e sombrios quanto os vampiros." (adaptação da capa)

Anoitecer Violento é uma dica só para os apaixonados pelo gênero Horror. Meu filho nº 2 se enquadra nesse grupo. Para agradá-lo, alugo um desses DVDs terríveis, compro amendoim ou biscoito de polvilho. Sucesso garantido. Ele gostou MUITO de Stake Land  e me recomendou incluí-lo no By Star Filmes. Como contrariar pessoa tão adorável? Realmente é um filme bem feito, não posso negar, além de adicionar elementos apocalípticos, que sempre me impressionam, me recordando certos pesadelos da adolescência. Contudo meu coração já não se agrada de tantos sustos, sanguinolência e vampiros-zumbis de cara feia. Uma das poucas exceções foi Zumbilândia, mas esse não conta porque o bom humor tornou tudo mais leve. 

O que realmente me chamou a atenção no filme foi a voz de uma atriz que há muito não via nas telas. Demorei a reconhecer Kelly McGillis na figura de uma senhora de cabelos grisalhos e rosto já envelhecido. Para mim ela continuava a bela Raquel Lapp, a jovem viuva amish que dança no celeiro com Harrison Ford, em A Testemunha (1985). Nessas horas é que se constata a passagem do tempo.

Diretor: Jim Mickle
Roteiro: Nick Damici, Jim Mickle
Musica: Jeff Grace
Fotografia: Ryan Samul
Elenco: Nick Damici, Connor Paolo, Kelly McGillis, Danielle Harris, Michael Cerveris, Sean Nelson, Bonnie Dennison
Distribuidora: PlayArte

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Ritual

The Rite *
(2011) 113 min (14 anos)
A batalha contra o Demônio, tida como primordial pelo Arcanjo São Miguel, 
continua sendo travada hoje, pois o Demônio permanece vivo no mundo.  (Papa João Paulo II)

Sozinho na sala, um jovem coloca lentes de contato numa mulher morta.  Lava, penteia e seca seus cabelos.  Depois de vesti-la, fecha a pulseira de pingentes no seu braço e apaga a luz.  Michael Kovak trabalha como agente funerário na própria casa em que mora com o pai Istvan.   O rapaz desgosta do ofício e do ambiente; seu sonho é fazer uma faculdade.  Mas ele sabe que o pai não pagaria o curso, nem gostaria de vê-lo partir.  Por isso, mesmo não sentindo nenhuma vocação para o sacerdócio, Michael decide inscrever-se no seminário, imaginando sair assim que terminar o curso e antes de fazer os votos.  Quatro anos depois, ele está prestes a pedir seu desligamento quando é convencido pelo Padre Matthews a fazer um curso de exorcismo em Roma. Se ao final do curso insistir na demissão, estará livre para partir.  

Apesar de cético, em crise de fé desde a morte da mãe, Michael parte para a Cidade Eterna, onde será testado muito além do que poderia imaginar.  As aulas de Psicologia do Seminário não explicam os fenômenos que o jovem Kovak testemunha na companhia do Padre Lucas Trevant. 

'O Ritual' foi inspirado nas experiências do Padre Gary Thomas, um sacerdote da Califórnia que estudou exorcismo na escola do Vaticano.  A equipe do filme fez muitas pesquisas e o diretor Mikael Hafström esteve presente em alguns exorcismos, embora não tenha assistido.  Ele pôde ouvir o que estava acontecendo do outro lado da porta. O resultado de todo esse trabalho foi possibilitar a criação de um ambiente realmente impressionante.  Contudo, o Padre Gary Thomas citou 'O Exorcismo de Emily Rose' como mais exato (Roger Ebert).  As gravações foram feitas em Roma e Budapeste.
Padre Gary Thomas

Diretor: Mikael Hafström 
Roteiro: Michael Petroni, baseado no livro de Matt Baglio, "The Rite: The Making of a Modern Exorcist"
Musica: Alex Heffes
Fotografia: Ben Davis
Elenco: Colin O'Donoghue, Anthony Hopkins, Toby Jones, Rutger Hauer, Ciarán Hinds, Alice Braga, Marta Gastini, Andrea Calligari, Ben Cheetham
Distribuidora: Warner

"Cuidado Michael, escolher não acreditar no Demônio não protege você contra ele."

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Deixe-Me Entrar

Let Me In *
(2010) 115 min (14 anos)

EUA, março de 1983 - A noite vai alta e labaredas bruxoleam na paisagem de inverno em Los Alamos, Novo México.  São as luzes da escolta policial e da ambulância que transporta um homem em grande sofrimento.  Seu rosto está coberto por queimaduras provocadas por ácido.  No hospítal ele recebe a visita de um policial que deseja identificá-lo.  O detetive entrega-lhe um bloco e uma caneta.  As últimas tremidas palavras do acidentado são: "I'm sory Abby".

Duas semanas antes, um menino de 12 anos vasculha as casas vizinhas através do telescópio.  Os pais de Owen estão se divorciando e ele fica muito sózinho.  Distrai-se observando as janelas em volta.  Numa, um homem levanta pesos e, na outra, um casal troca algumas carícias. Owen espreita fascinado.  Embora não encontre interesse na leitura de "Romeu e Julieta", a exibição das preliminares de um relacionamento atraem-no.  Sua atenção é desviada por novos movimentos na paisagem.  Um homem de meia idade carrega uma caixa, seguido por uma garota que caminha descalça sobre a neve.  São os novos inquilinos do apartamento ao lado. 

Se em casa Owen é superprotegido pela mãe, na escola costuma ser aterrorizado por Kenny e outros 2 colegas.  O menino está vivendo um inferno e ainda não sabe que outro tipo de mal chegou às redondezas.  Sua curiosidade pela estranha vizinha aumenta, os dois se encontram à noite no pátio gelado próximo ao prédio, conversam e se entendem.  Abby não é a adolescente frágil que aparenta, o pai pede que se afaste de Owen, mas dois solitários se reconhecem e a amizade avança.

Pouco depois do segundo assassinato sangrento, preciso interromper o filme.  Conjecturando sobre o destino de Owen e Abby, vou até a Gávea, doar sangue para a mãe de uma amiga.  Mesmo sem ter assistido  até o final, decido que 'Deixe-Me Entrar' estará entre os filmes deste blog.  Os últimos minutos decidirão se recebe estrelas ou não.  Também penso com simpatia na moradora do Parque Guinle que foi mordida pelo morcego vampiro enquanto dormia. (coluna do Ancelmo Gois) Espero que a senhora esteja bem.

Voltando da Gávea, tenho instruções para repousar e beber líquidos.  Que maravilhosa oportunidade, ser obrigada a passar uma tarde nebulosa vendo uma penca de filmes!

DEPOIS de assistir a essa refilmagem do sueco 'Låt den rätte komma in', vale a pena ler os comentários de Marcelo Milici em 'Boca do Inferno'.

Curiosidade:
* O rosto da mãe de Owen nunca é mostrado durante o filme.

* Na cena do hospital, o presidente Ronald Reagan  aparece na televisão dizendo seu famoso 'Discurso sobre o Império do Mal'.

Diretor: Matt Reeves
Roteiro: Matt Reeves, baseado no roteiro e romance 'Lat Den Rätte Komma In' de John Ajvide Lindqvist
Musica: Michael Giacchino
Fotografia: Greig Fraser
Elenco: Kodi Smit-McPhee, Choë Grace Moretz, Elias Koteas, Richard Jenkins, Cara Buono, Dylan Minnette, Sasha Barrese, Dylan Kenin
Distribuidora: Paramount

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Demônio

Devil
(2010) 80 min (16 anos)

 























EUA - Lendas antigas contavam que o demônio atormentava os condenados ao inferno, pouco antes de sua morte.  Um suicídio era o sinal de que tais coisas iriam acontecer.  Então, o detetive Bowden da polícia da Filadélfia é chamado para ajudar nas investigações de um possível suicídio.  Cinco anos atrás, a esposa e o filho do detetive morreram num acidente de carro em que o motorista responsável fugiu.  Bowden está em processo de recuperação, voltando a se interessar pela vida, mas ainda guarda forte ressentimento contra o motorista fugitivo.  Seu padrinho, no grupo de ajuda que frequenta, lembra que vingança é um sentimento pernicioso e tem um alto custo emocional.  

No mesmo edifício onde ocorreu o suicídio, cinco pessoas ficam presas no elevador.  A comunicação em áudio também está parcialmente defeituosa.  Os passageiros do elevador escutam as instruções dos seguranças do prédio, mas não são ouvidos, só vistos na tela de vídeo. Enquanto não chega o socorro, a luz se apaga várias vezes e o clima vai ficando cada vez mais tenso entre os cinco estranhos: um guarda, um vendedor de colchões, um mecânico e duas mulheres, uma jovem e a outra idosa.  

Acompanhando as imagens da câmera, o segurança Ramirez percebe uma face diabólica dentro do elevador. Quando as pessoas começam a ser atacadas, a polícia é chamada.  O incrédulo detetive Bowden é o primeiro a se apresentar e assume o caso.  Se quiser salvar os passageiros do elevador da misteriosa fúria maligna, ele terá que se apressar.

'Demônio' é a primeira história de uma trilogia escrita por M. Night Shyamalan.  O cineasta, que tem passado por momentos difíceis na própria carreira, entregou a direção a outro.  John Erick Dowdle faz um filme correto com momentos de tensão e suspense.  Talvez seja uma boa idéia para Shyamalan deixar outros colocarem na tela as produções de sua mente imaginosa.  Pelo menos por enquanto.

Diretor: John Erick Dowdle
Roteiro: Brian Nelson, baseado em história de M. Night Shyamalan
Musica: Fernando Velázquez
Fotografia: Tak Fujimoto
Elenco: Chris Messina, Logan Marshall-Green, Jenny O'Hara, Bojana Novakovic, Bokeem Woodbine, Geoffrey Arend, Jacob Vargas, Joshua Peace, Rudy Webb, Matt Craven
Distribuidora: Universal

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Último Exorcismo

The Last Exorcism
(2010) 86 min (14 anos)



EUA - Filho de um pastor, o reverendo Cotton Marcus foi preparado desde pequeno para assumir o púlpito e magnetizar a audiência nas cerimônias de sua igreja, em Baton Rouge, Louisiana. Já casado, sentiu a sua fé vacilar quando percebeu que esquecera de agradecer a Deus a cura do filho, que atribuía aos médicos. Isso não o afastou da prática religiosa, para ele um serviço como qualquer outro.

Usando vários artifícios, o pregador transformou sessões de exorcismo em um negócio lucrativo. Cotton Marcus pensava estar facilitando um procedimento catártico, puramente psicológico e nada espiritual. Afinal, o reverendo também não acreditava no demônio. Foi quando leu no jornal a notícia de que um garoto autista de 11 anos fora enforcado num desses rituais. Lembrando do próprio filho, quis impedir a repetição desse fato, desmascarando o procedimento. Para começar, Marcus revela seus truques diante de uma equipe de filmagem. A seguir o grupo segue até a fazenda de Louis Sweetzer para documentar o exorcismo de sua filha adolescente Nell, que parece estar possuída pelo maligno. Ainda tomado de ceticismo e ironia, Marcus vai gradualmente sendo confrontado com as artimanhas do rei das mentiras.

Obviamente 'O Último Exorcismo' não é recomendado para quem não aprecia o gênero 'Terror'. Tive muito medo, mesmo assistindo à luz da dia, pois não vejo filmes de horror no escuro. O elenco é desconhecido, mas revela-se de grande eficiência, ajudando o diretor a criar um clima tenso. Patrick Fabian, como o pastor Cotton Marcus, e Ashley Bell como Nell Sweetzer são presenças impressionantes. A jovem atriz lança olhares assustadores e tem uma incrível flexibilidade. Todo o contorcionismo é natural, não foram usados efeitos especiais para isso.

Wanderley Teixeira, do blog 'Raining Frogs', fez uma observação certeira ao comentar o uso desgastado do estilo documentário fake, copiando 'A Bruxa de Blair'. Essa roupagem requentada realmente prejudica 'O Último Exorcismo'. Mas para medrosos, como eu, não atrapalha o bastante. Só espero não ter pesadelos terríveis à noite! Vale a pena ler a postagem do Wanderley no blog 'Raining Frogs'. Os últimos minutos do filme são um tanto decepcionantes, por isso é uma recomendação sem estrelinhas.



Diretor: Daniel Stamm
Roteiro: Huck Botko & Andrew Gurland
Música: Nathan Barr
Fotografia: Zoltan Honti
Elenco: Patrick Fabian, Ashley Bell, Iris Bahr, Louis Herthoum, Caleb Landry Jones, Tony Bentley, John Wright Jr., Shanna Forrestall, Justin Shafer, Logan Craig Reid
Distribuidora: PlayArte Home Video

sábado, 4 de setembro de 2010

2019 - O Ano da Extinção

Daybreakers *
(2009) 102 min (16 anos)



"Elvis Presley disse, uma vez, que a verdade é como o sol. Pode-se afastá-la por algum tempo, mas ela não desaparecerá."

Em 2019, os humanos são uma espécie em extinção, correspondem a 5% da população da Terra. Os vampiros dominam o planeta, mas estão enfraquecidos pela escassez de alimento. O racionamento não supre as necessidades mínimas e alguns bebem o próprio sangue ou atacam outros vampiros. O resultado é a rápida degeneração em desesperadas criaturas animalescas e selvagens. A elite de pesquisadores e militares tem prioridade no suprimento de sangue. Os policiais caçam os humanos remanescentes para serem levados aos laboratórios da companhia farmacêutica Bromley Marks, onde vão sendo sangrados lentamente.

Edward Dalton é o hematologista que pesquisa um substituto para o sangue humano. Ele mesmo rejeita a ração a que tem direito e prefere se alimentar do sangue de animais. Transformado contra sua vontade, Edward não precisa temer outros vampiros, mas não crê que a imortalidade valha a privação da experiência de uma vida comum sob a luz do sol.

Para quem gosta de suspense e histórias de vampiro, um cálice cheio! De Christopher Lee a "Crepúsculo", não nos escapa um. Os morcegos degenerados de "2019" se assemelham, na aparência, ao Nosferatu de Murnau e Herzog. São considerados como sub-raça, acorrentados e eliminados. As testemunhas da execução olham com ódio e desprezo as filas de figuras esquálidas que são arrastadas para a morte. Uns poucos percebem que poderiam estar na mesma situação. Dá o que pensar... em cada vez que deixamos de reconhecer como semelhante alguém diferente de nós, ou em situação desfavorável.

Curiosidade:
* Os produtores do filme patrocinaram uma competição em Worth1000.com (famoso site de concurso de manipulação de fotografia) para descobrir imagens de como seria o mundo se quase todos fossem vampiros.

* "2019" foi gravado em Queensland, Australia.


Diretores: Michael e Peter Spierig (The Spierig Brothers)
Roteiro: Michael Spierig & Peter Spierig
Música: Christopher Gordon
Fotografia: Ben Nott
Elenco: Ethan Hawke, Willem Dafoe, Sam Neill, Claudia Karvan, Michael Dorman, Isabel Lucas, Jay Laga'aya, Robyn Moore, Vince Colosimo, Mungo McKay
Distribuição: Imagem Filmes - veja o trailer

terça-feira, 29 de junho de 2010

O Lobisomem

The Wolfman
(2010) 119 min (18 anos)



Inglaterra, 1891 - Gwen Conliffe escreve para o ator Lawrence Talbot, contando que seu irmão Ben, de quem estava noiva, desapareceu. Relutante a princípio, Lawrence abandona a turnê e retorna à propriedade do pai, na enevoada Blackmoor. Na mansão moram o estranho Sir John Talbot e seu empregado indiano Singh. Mortes violentas estão acontecendo na região e não se consegue identificar o sanguinário predador. O corpo de Ben é logo encontrado. Reunidos na taverna, os homens do povoado suspeitam do urso, que pertence ao grupo de ciganos acampados perto da floresta. Mas a verdade é bem mais sinistra, como Lawrence haverá de perceber. O inspetor Abberline da Scotland Yard chega de Londres para comandar a investigação.

Dificilmente quem não aprecia filmes de terror há de alugar "O Lobisomem". Contudo, mesmo esses valentes devem ter estômago forte para suportar tantas cenas de 'arranca pedaços e vísceras'. Detesto sanguinolência, mas a atmosfera assombrada, a música poderosa de Danny Elfman e o desempenho de Benício del Toro compensaram o sacrifício. Já Emily Blunt está correta como sempre, mas menos bonita do que sua jovem rainha Vitoria.

Curiosidades:
* O filme começa com o logotipo da Warner que foi usado na década de 40, quando George Waggner dirigiu a primeira versão dessa história.

* O inspector Abberline é uma ficcionalização de uma pessoa real. Ele foi o inspetor da Scotland Yard que investigou os crimes de Jack, o Estripador, no final do século XIX.

Diretor: Joe Johnston
Roteiro: Andrew Kevin Walker e David Self, baseado no roteiro de 1941, de Curt Siodmak
Música: Danny Elfman
Fotografia: Shelly Johnson
Elenco: Benicio del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Simon Merrells, Art Malik, Geraldine Chaplin, Hugo Weaving, Nicholas Day, Roger Frost, Max von Sydow

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os Demônios de Dorothy Mills

Dorothy Mills
(2008) 102 min (16 anos)



Irlanda - A psiquiatra Jane mora sozinha num belo apartamento na cidade e sente necessidade de se afastar de tudo. A médica pede para ser indicada no caso da adolescente Dorothy Mills, que agrediu um bebê deixado sob sua guarda. A jovem de 15 anos estava acostumada a cuidar de crianças. Mas, certa noite, um casal volta da igreja, quando ouve o choro desesperado do filho pequeno. Entrando no quarto, vêem Dorothy com um olhar malévolo, forçando violentamente a mamadeira no rosto do menino.

Envolvida num acidente de carro durante a viagem, Jane chega fragilizada à pequena ilha. O ambiente é de vila do interior, muito diverso da decoração moderna e elegante a que está acostumada. A sinistra comunidade mostra-se hostil e parece esconder algum segredo. Quando interrogada, Dorothy nega ter machucado o bebê. Jane quer ajudá-la, suspeitando que ela tenha múltipla personalidade.

"Os Demônios de Dorothy Mills" é um filme estranho, ágil, bem-feito, com uma bela paisagem, momentos de suspense e um desempenho admirável de Jenn Murray, estreando no cinema como Dorothy Mills.

Diretor: Agnès Merlet
Roteiro: Agnès Merlet, Juliette Sales
Música: Nathaniel Mechaly
Fotografia: Giorgos Arvanitis
Elenco: Carice van Houten, Jenn Murray, David Wilmot, Ger Ryan, Gary Lewis, Joe Hanley, Louise Lewis, Eammon Owens, Sean Stewart

terça-feira, 18 de maio de 2010

Zumbilandia

Zombieland * *
(2009) 88 min (14 anos)



EUA - A população da Terra foi dizimada por um vírus que tranforma pessoas de todas as idades em zumbis famintos por carne humana. A paisagem das cidades está repleta de carros abandonados e corpos espalhados pelo chão. Um dos poucos sobreviventes é um estudante da Universidade do Texas que tenta chegar a Columbus, Ohio, na esperança de que seus pais estejam vivos.

O adolescente tem medo de tudo e segue regras rígidas para sobreviver em Zumbilandia: cuidar do preparo físico, atenção nos banheiros, onde se está mais vulnerável, viajar leve, checar os bancos traseiros do carro, usar os cintos de segurança, não se fazer de herói. Aí ele encontra Tallahassee, que não tem medo de nada, despreza regulamentos e adora bolinhos fofos industrializados chamados "twinkies". Essa dupla improvável está pronta para o que der e vier, até encontrar sua versão feminina. As irmãs Wichita e Little Rock são um sonho ou mais um pesadelo?

"Zumbilandia" é muito nojento! Nos primeiros minutos do filme, fechava meus olhos a cada dentada dos zumbis. Não fosse o encorajamento dos filhos e teria escapado da sala sorrateiramente. Mas fiquei, me diverti com o humor negro e me encantei com os esforços dos protagonistas por sobreviver e descobrir que, sem amigos ou família, nossa vida é a dos mortos-vivos. Num dos melhores momentos, o grupo invade a casa de um famoso ator de Hollywood, que interpreta a si mesmo. Os corajosos descobrirão de quem se trata.

Diretor: Ruben Fleischer
Roteiro: Rhett Reese & Paul Wenick
Música: David Sardy
Fotografia: Michael Bonvillain
Elenco: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin, Amber Heard

sábado, 13 de março de 2010

Atividade Paranormal

Paranormal Activity
(2007) 86 min (14 anos)



EUA, California - Os créditos iniciais exibem um agradecimento às famílias de Micah Sloat e Katie Featherston, o que logo soa um tanto sinistro. Micah e Katie moram no subúrbio de San Diego. Eles estão juntos há 3 anos. Recentemente, começaram a ouvir ruídos estranhos em casa e a perceber que alguns objetos mudam de lugar sem explicação. Katie confessa que isso já aconteceu anteriormente.

Na verdade, desde os 8 anos que ela testemunha fenômenos inexplicáveis. Micah compra uma filmadora com áudio sensível, para captar atividades paranormais durante a noite, enquanto eles dormem. Como os fenômenos se intensificam, Katie pede ajuda ao Dr. Mark Fredrichs, um especialista em atividade paranormal. Depois de uma breve entrevista, o cientista explica que sua presença é inútil e até prejudicial. Sua experiência limita-se à comunicação com os fantasmas dos que já morreram e o casal precisa de um demonologista, pois o ser que assombra Katie decididamente nunca foi humano.

Meus filhos me recomendaram ver "Atividade Paranormal" de uma só vez , sem intervalos, para não estragar o clima de suspense. Não consegui, é claro, seja porque fui interrompida, seja porque também gosto de quebrar um pouco a tensão, para me recuperar do medo incipiente. Para os de coração mais forte, repito a recomendação dos filhos e acrescento: assistam à noite! Pode evitar o final alternativo, nos extras do DVD, pois não acrescenta nada.

Curiosidade:
* O filme foi todo gravado na casa do diretor-roteirista-cinegrafista Oren Peli, no espaço de 10 dias.

* Oren inspirou-se numa experiência pessoal. Tarde da noite ele dormia, quando foi acordado pelo barulho de uma caixa de sabão em pó despencando da prateleira.

* A produção de "Atividade Paranormal" custou US$ 15.000,00 e rendeu US$ 9.1 milhões na primeira semana nos EUA. Quebrou o recorde de maior venda de fim-de-semana para um filme
exibido em menos de 200 cinemas.

Diretor: Oren Peli
Roteiro: Oren Peli
Fotografia: Oren Peli
Elenco: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Friedrichs, Amber Armstrong

segunda-feira, 1 de março de 2010

Nosferatu

Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens * * *
(1922) 88 min (12 anos) preto e branco mudo



"Esta é sua esposa? Que deliciosa garganta"

Alemanha - "Essa é a primeira versão da conhecida história do Conde Drácula para o cinema, adaptação livre e não autorizada da obra de Bram Stoker. O corretor de imóveis Hutter (Gustav von Wangenheim) é convocado a visitar o conde Orlok (Max Schreck) nos Montes Cárpatos para vender-lhe uma propriedade na cidade de Bremen, mas irá se surpreender com o assustador anfitrião, na verdade um milenar vampiro disposto a alastrar uma grande peste na cidade. Através de Hutter, Orlok irá se encantar por sua esposa, a doce Ellen (Greta Schröder).

O cinema de horror deve muito a Nosferatu como uma das grandes inspirações para o gênero, aliado às características do Expressionismo Alemão, corrente artística que se utiliza do jogo de sombras, o forte contraste do claro-escuro, a composição dos cenários, a expressão exagerada dos atores (devido também ao cinema mudo), tudo em prol do efeito dramático. É isso que faz as imagens soarem tão consistentes na sua intenção de criar atmosfera de suspense constante. O filme se beneficia disso para prender o espectador e fazê-lo se arrepiar com a simples aparição do príncipe das trevas na tela." (análise de Rafael Carvalho do blog Moviola Digital)

Curiosidades:
* As filmagens foram feitas na Eslováquia, Alemanha, mar Báltico.

* Conde Orlok só é visto piscando uma vez na tela (perto do final da primeira parte).

* O personagem Nosferatu aparece por menos de 9 minutos durante toda a projeção.

* O diretor F. W. Murnau achou que Max Schreck era tão feio na vida real que bastavam orelhas pontudas e dentes falsos, para completar sua maquiagem.



Diretor:
F. W. Murnau
Roteiro: Henrik Galeen, baseado no romance de Bram Stoker "Dracula"
Música: Hans Erdmann (versão original), Bernardo Uzeda (versão de 2006)
Fotografia: Fritz Arno Wagner, Günther Krampf
Elenco: Max Schreck, Gustav von Wangenheim, Greta Schröder, Georg H. Schnell, John Gottowt, Ruth Landsoff, Alexander Granach

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Órfã

Orphan *
(2009) 122 min (18 anos)



EUA - Kate Coleman tem pesadelos desde que perdeu o bebê. Largou seu trabalho como professora de música em Yale e dedicou-se à casa e à família. Peter apoia sua idéia de adotar uma órfã a quem possam legar o amor que já sentiam pela filha não-nascida, Jessica. A escolha recai sobre uma educada menina de 9 anos, internada em uma instituição dirigida por freiras. Esther veio da Russia, prefere pintar a brincar com as outras crianças e sabe dizer tudo o que os adultos gostam de ouvir. Os Coleman imaginam que ela será uma boa companhia para o casal de filhos, Daniel e a caçula Max. Informada de que a pequena é surda-muda, Esther logo se interessa em aprender a linguagem de sinais. Tudo parece tão ideal e perfeito, mas sabemos que não será sempre assim, afinal, pela capa do filme, o olhar sinistro da órfã é evidente.

Jaume, diretor catalão radicado em Hollywood, manteve um clima de suspense contínuo, pontilhado de sustos, que nunca sabemos de onde vêm. As duas meninas se destacam no elenco: Aryana, que na realidade tambem é surda, e Isabelle, como a malévola Esther. Eu ainda estou com medo. Ainda bem que não durmo sozinha.

Curiosidades:
* No roteiro original Esther deveria ter a pele clara, feições delicadas e cabelo louro prateado. Isabelle Fuhrman não combina com a descrição, mas os produtores ficaram tão bem impressionados com seu teste que a escolheram mesmo assim. A pequena atriz nasceu em 25 de fevereiro de 1997. A gravação do filme começou no final de 2007, quando Isabelle estava com 10 anos.

* O filme foi todo gravado no Canada.

Diretor: Jaume Collet-Serra
Roteiro: David Johnson, baseado em história de Alex Mace
Música: John Ottman
Fotografia: Jeff Cutter
Elenco: Vera Farmiga, Peter Sarsgaard, Isabelle Fuhrman, CCh Pounder, Jimmy Bennett, Aryana Engineer, Rosemary Dunsmore

sábado, 5 de dezembro de 2009

Arraste-me para o Inferno

Drag me to Hell * *
(2009) 99 min (14 anos)



"Eu suplico e você me humilha?"

EUA, Califórnia - Em 1969, um casal de mexicanos corre até a casa de Shaun San Dena. Eles querem que a médium livre seu filho das forças malignas que o assombram há 3 dias.

Quarenta anos depois, em Los Angeles, vive a loura, linda e meiga Christine Brown. Sua aparência frágil destoa da função que exerce no banco em que trabalha. Ela é responsável pela seção de empréstimos da agência e espera ser indicada para o cargo de gerente, assim que fechar um grande contrato. Mas há um concorrente à vaga, o qual usa métodos desleais para impressionar o chefe, Sr. Jacks. Se depender das artimanhas do novato Stu Rubin, Christine não mudará de mesa.

Assim, quando a senhora Ganush diz que esteve doente e precisa renovar a hipoteca mais uma vez, Christine endurece o coração e nega. A velha cigana explica que perderá a casa, onde morou a vida inteira, se ajoelha e suplica. Mas a jovem quer provar ao chefe que é capaz de tomar decisões difíceis. Enfurecida, Sylvia Ganush precisa ser retirada à força pelos seguranças do banco. Para satisfazer seu desejo de vingança, a bruxa lança a maldição de Lâmia sobre Christine, que buscará forças aliadas para contrapor aos espíritos malévolos que vêm assombrá-la.

"Arraste-me para o Inferno" é uma experiência única para os apaixonados por filmes de horror e suspense; gente estranha que gosta de levar susto e ser aterrorizado, entre as quais me incluo. Tem os elementos clássicos do gênero: espíritos, insetos, gatos, sombras ameaçadoras, objetos que se movem, lances de humor negro, além de uma doce protagonista, que provoca empatia imediata e me lembrou a jovem Clarice Starling, diante do assustador Hannibal Lecter. Tanto Christine como Clarice tentam esquecer a infância pobre no interior. O filme é perfeito para uma sessão-pipoca; só para aqueles que têm estômago forte e não ficam enjoados à toa.

Curiosidade:
* A placa do Oldsmobile amarelo de Sylvia Ganush é 99951. Lendo de cabeça para baixo, fica IS666 (é 666 - o número da besta). O carro, na realidade, pertence ao diretor Sam Raimi e já apareceu em seus outros filmes, Evil Dead I e II.


Diretor: Sam Raimi
Roteiro: Sam Raimi, Ivan Raimi
Música: Christopher Young
Fotografia: Peter Deming
Elenco: Alison Lohman, Justin Long, Lorna Raver, Dileep Rao, David Paymer, Adriana Barraza, Reggie Lee

domingo, 1 de novembro de 2009

Alien, o Oitavo Passageiro

Alien * * *
(1979) 117 min (14 anos)



Os sete tripulantes da nave mineradora Nostromo despertam das câmaras criogênicas para descobrir que não estão a caminho da Terra. A espaçonave sombria é comandada por "Mãe", o computador de bordo, que interceptou um chamado de SOS, vindo de um planeta próximo. A contragosto, a equipe é obrigada a investigar. Depois de enfrentar turbulência no pouso, sai para explorar a área e encontra uma nave abandonada. Dentro, jaz o esqueleto de um piloto alienígena petrificado e uma ampla estufa repleta de ovos.

Aproximando-se de um deles, Kane percebe que há movimento no interior. O topo se abre, deixando entrever uma forma pulsante. Curioso, o astronauta minerador se debruça e ... o horror começa.

Um dos trunfos do filme é o ambiente escuro, soturno, bem diferente da imagem futurista e luminosa projetada pelo "2001" de Stanley Kubrick. Assim também sinistra é a concepção do oitavo passageiro como uma criatura agressiva, mutável, ácida, que percebe o calor dos seres vivos e os destrói imediatamente. O "Alien", desenhado pelo surrealista suíço Hans Rudolg Giger, é perfeita e misteriosa máquina de destruição, revelada parcimoniosamente, deixando nossa imaginação a borbulhar. Repare que há um nono passageiro, frequentemente esquecido, mas importante, que atende pelo nome de Jones.



Diretor:
Ridley Scott
Roteiro: Dan O'Bannon, baseado em história de Ronald Shusett e Dan O'Bannon
Música: Jerry Goldsmith
Fotografia: Derek Vanlint
Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerritt, John Hurt, Ian Holm, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, Yaphet Kotto, Bolaji Badejo (Alien), Helen Horton (voz do computador "Mãe")

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Anjos da Noite - a Rebelião

Underworld: Rise of the Lycans
(2009) 92 min (16 anos)



Num castelo medieval vive uma comunidade de vampiros e seus servos lycans, lobisomens domesticados pelo chicote e pelo uso de uma coleira que impede sua transformação. Sobre todos os monstros reina Viktor, aristocrático e cruel, pai da guerreira Sonja. A filha desperta a fúria paterna ao se apaixonar por Lucian, líder dos lobisomens.

Para quem viu Kate Beckinsale em "Anjos da Noite", a escolha de Rhona Mitra como protagonista pode ser frustrante. Apesar de bonita e ágil, não alcança o nível de desempenho dos colegas de elenco, especialmente Michael Sheen (Lucian) , Bill Nighy (Viktor) e Steven Mackintosh (Tannis). Contudo, a história de "Anjos da Noite - a Rebeliao" é bem construída, há suspense e ritmo.

Len Wiseman, diretor dos filmes anteriores, limitou-se à produção e cedeu o lugar ao francês Patrick Tatopoulos, responsável pelas criaturas da série. "Tatopoulos cria uma ambientação que mistura o estilo gótico da saga com a fantasia heróica no gênero de "Senhor dos Anéis". Na verdade, o diretor artístico é Dan Hennah, importante colaborador de Peter Jackson em suas adaptações da obra de Tolkien" (Decine21). As gravações foram feitas em Auckland, Nova Zelandia.


Diretor: Patrick Tatopoulos
Roteiro: Danny McBride e Dirk Blackman & Howard McCain, baseado em
história de Len Wiseman & Robert Orr e Danny McBride
Criação de personagens: Kevin Grevioux e Len Wiseman & Danny McBride
Musica: Paul Haslinger
Fotografia: Ross Emery
Elenco: Michael Sheen, Bill Nighy, Rhona Mitra, Steven MacKintosh, Kevin Grevioux, Alex Carroll

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Nevoeiro

The Mist * *
(2007) 126 min (16 min)



EUA, Maine - Violenta tempestade atinge uma pequena cidade do Maine. Pela janela do estúdio do artista David Drayton entra a imensa árvore que seu avô plantara no jardim. Uma pesada neblina encobre o lago em frente. Deixando a esposa em casa, David sai com o filho Billy para comprar suprimentos e material para reparar a janela. No caminho, passam por eles carros do exército, bombeiros e polícia, em direção à névoa. Enquanto abastecem o carrinho nas gôndolas, entra um homem sangrando e gritando: "Há algo no nevoeiro! Fechem a porta!" Alguns segundos depois, parece que o mercado é sacudido por um terremoto e a porta do depósito é forçada. Há alguma coisa na neblina, mas o perigo também está dentro da loja...

"O Nevoeiro" é mais do que um filme de horror, com sustos, sangue, mortes, monstros, gritos. Aborda a fragilidade humana diante do medo, o esfacelamento da fina camada de civilização que nos recobre, frente a pressão continuada. Quando, em vez de uma fé vivida com amor, há um fanatismo arrogante, preconceito e descrença, os desastres se sucedem à crise.

Sou fã de Frank Darabont como artista e pessoa. Diretor do filme "Um Sonho de Liberdade", e amigo de Billy Wilder, realizou o último sonho do velho diretor: assistir mais uma vez seu clássico "Sunset Boulevard" (1950) num grande cinema. Frank alugou a sala do Egyptian Theatre, pediu o filme ao estúdio e encheu a platéia, para dar essa alegria ao amigo. Mais detalhes no comentário de Christian no blog Moviezeal:

"My all time favorite Hollywood memory remains sitting behind Billy Wilder at a screening of SUNSET BOULEVARD organized by Frank Darabont at the Egyptian Theatre a few months before Wilder passed on. The audience cheered every line. After, I stood next to Cameron Crowe and we silently watched Wilder get into his limo and drive off down Hollywood Boulevard..."


Traduzindo livremente: "Minha memória favorita de Hollywood é estar sentado atrás de Billy Wilder numa sessão de SUNSET BOULEVARD, organizada por Frank Darabont no Egyptian Theatre, poucos meses antes da morte de Wilder. A audiência aclamava cada diálogo. Depois, fiquei próximo a Cameron Crowe e silenciosamente observamos Wilder entrar na sua limousine e descer o Hollywood Boulevard..."


Billy Wilder e Frank Darabont

Frank é um homem gentil e divertido que recria com inteligência esse thriller de Stephen King.

"O Nevoeiro" foi filmado em Shreveport, Louisiana, em 37 dias. Marcia Gay Harden vive a inflexível senhora Carmody com muita garra e convicção.

Diretor: Frank Darabont
Roteiro: Frank Darabont, baseado em romance de Stephen King
Música: Mark Isham
Fotografia: Ronn Schmidt
Elenco: Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Toby Jones, Laurie Holden, Andre Braugher, William Sadler, Frances Sternhagen, Nathan Gamble.
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