Lista de sugestões de filmes interessantes. Cada postagem traz foto, breve sinopse, censura, diretor, distribuidora, elenco, responsáveis pelo roteiro, musica e fotografia. Com o eterno deslumbramento de fã apaixonada, By Star Filmes acredita que o cinema emociona, ensina e é a melhor diversão.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Don Camillo

Don Camillo *
Il Retorno di Don Camillo *

(O Retorno de Don Camillo)
(1952) 107 min (Livre) Preto e Branco
(1953) 115 min (Livre) Preto e Branco



Italia - Don Camillo Tarocci é pároco de uma cidade pequena do Norte da Itália, entre o rio Pó e os Apeninos. "A névoa é densa e congelante no inverno. No verão, um sol escaldante cai sobre o cérebro das pessoas e as irrita. Paixões políticas explodem com violência. Mas homens são sempre homens. O que acontece aqui, não acontece em nenhum outro lugar. Estamos no início do verão de 1946. Há alguns dias, houve a eleição do novo Conselho da Cidade. Os comunistas ganharam a maioria."

O prefeito Peppone - apelido do camarada Giuseppe Bottazzi - junto com Don Camillo, foi um dos partisans (resistência à dominação alemã) durante a segunda guerra. Antes companheiros, agora adversários, Peppone e Don Camillo só se unem em benefício da cidade. Dentro da Igreja, o pároco de punhos de aço e idéias marotas dialoga com o crucifixo no altar. Mais benevolente que o vigário, o Cristo intercede pelos comunistas quando querem batizar os filhos, tornando-os parte do rebanho de Deus.

Com a mesma alegria com que mergulhei no mundo de Don Camillo na adolescência, assisti agora aos filmes de Julien Duvivier. Podem ser adquiridos no 2001 Video e no Dvdworld ou alugados no Guimarães Vídeo, em Laranjeiras, RJ. São momentos de genuína diversão para toda a familia. Adoraria que lançassem também "Don Camillo e o nobre Peppone", "Don Camillo Monsenhor" e "O Camarada Don Camillo". É difícil separar-se de tais personagens.
Mais informações no site Mondo Guareschi .

Diretor: Julien Duvivier
Roteiro e diálogos: Julien Duvivier e René Barjavel, baseado nos livros de Giovanni Guareschi
Música: Alessandro Cicognini
Fotografia: Nicholas Hayer
Elenco: Fernandel, Gino Cervi, Vera Talchi, Sylvie, Charles Vissiere, Franco Interlenghi, Luciano Manara, voz off de Ruggero Ruggeri

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Garota da Fábrica de Caixas de Fósforos

Tulitikkutehtaan tyttö
Match Factory Girl
(1990) 72 min (10 anos)



Finlândia - Iris trabalha como supervisora de embalagens numa fábrica de caixas de fósforos. Em pé, ao lado de uma esteira, verifica se as etiquetas estão coladas corretamente nos pacotes. Terminado o serviço vai para a depressiva casa da mãe e do padrasto, onde prepara o jantar, além de outras tarefas. Tudo em silêncio, sem receber agradecimentos ou qualquer tipo de gentileza. Quando sai para se divertir, cabisbaixa, vê as outras jovens sendo tiradas para dançar, enquanto leva um "chá-de-cadeira". Seu rosto só relaxa quando repousa no ombro do primeiro homem que a conduz à pista 

Iris passa a noite no apartamento do desconhecido. Ele a confunde com uma prostituta e logo deixa claro que não deseja mais vê-la. Diante de uma vida tão despida de encantos, a jovem operária acolhe com alegria a notícia de que está grávida. Outras decepções aguardam a moça, pois os seres humanos não param de desapontá-la. Desta vez ela vai agir.

Os filmes escandinavos mostram um povo sóbrio no falar, econômico nos afetos. Mas "A Garota da Fábrica de Caixas de Fósforos" supera tudo o que foi feito antes ou depois, em termos de silêncio. E deixa uma impressão. Nesse deserto emocional a vida não parece valer a pena. Só veja o filme se adorar dramas pesados ou tiver uma boa comédia como antídoto. Já trouxe a minha; se gostar, depois eu conto. Adianto que é italiana, claro, cheia de sentimentos exagerados.


Diretor: Aki Kaurismäki
Roteiro: Aki Kaurismäki
Fotografia: Timo Salminen
Elenco: Kati Outinen, Elina Salo, Esko Nikkari, Vesa Vierikko, Silu Seppälä

Entre os Muros da Prisão

Les Hauts Murs
(2008) 91 min (14 anos)



França - Um menino sujo e maltrapilho corre até a praia. Olha sorrindo para o mar, durante breves segundos, até perceber que está sendo perseguido por guardas a cavalo. Leva um golpe de fuzil no rosto e a cena escurece. Durante a 2ª Guerra Mundial, os órfãos dos combatentes franceses eram entregues a Centros de Educação Vigiada. Aos 14 anos, Yves Tréguier já passara por vários, sendo transferido sempre que tentava fugir. Seu sonho era chegar ao porto e embarcar num navio para Nova Iorque. Guardava com carinho um Atlas, onde percorria imaginariamente a viagem.

A realidade nas casas de correção era quase insuportável. Além da falta de instrução escolar, quem chegava analfabeto assim permanecia, havia o abuso por parte de alguns internos mais fortes e uma disciplina opressora por parte das autoridades. Era preciso sobreviver a cada dia. As amizades confortavam e o trabalho distraía os adolescentes prisioneiros.

O filme mostra que os jovens não nascem criminosos, mas podem se tornar depois de sofrerem contínuos ataques de violência verbal, física e sexual. Se os Centros de Educação Vigiada franceses foram fechados em 1979, lembram em muito as condições precárias dos atuais reformatórios para brasileiros. "Entre os Muros da Prisão" conta com excelente elenco juvenil e roteiro baseado no livro de Auguste Le Breton, pseudônimo do escritor Yves Tréguier.

Diretor: Christian Faure
Roteiro: Albert Algoud, baseado em "Hauts Murs" de Auguste Le Breton
Música: Charles Court
Fotografia: Jean-Claude Larrieu
Elenco: Emile Berling, Pascal N'Zonzi, Carole Bouquet, Catherine Jacob, Michel Jonasz, Guillaume Gouix, Julien Bouanich

domingo, 25 de outubro de 2009

Incendiário

Incendiary
(2008) 99 min (16 anos - nudez e relação sexual)



"- Depois do grande incêndio que houve há 300 anos, a cidade de Londres queimou com um barulho e fúria incríveis.
- O que aconteceu depois do grande incêndio?

- Nós todos respiramos fundo e começamos a preparar o chá."


Inglaterra - Uma jovem mãe brinca com seu lindo menino de 4 anos, antes de cobri-lo para dormir. Pelo olhar enternecido e sorrisos, fica evidente todo o seu amor pela criança. Mais tarde chega o pai Lenny, ainda tenso e exausto de seu trabalho incomum, cortando fios e desarmando bombas. Eles moram num conjunto habitacional no East End de Londres. Nesta área da cidade, a classe média baixa come Frango à Kiev, enquanto assiste ao programa "Top Gear" na TV.

No edifício de estilo georgiano em frente vive Jasper Black, dono de um belo carro esporte. O jornalista mulherengo encontra a jovem esposa e mãe num bar e consegue atrai-la para seu apartamento. O adultério não parece incomodá-la, até que fatos inesperados separam-na da família. Consumida pela culpa e pela tristeza, começa a afastar-se da realidade. Sem conseguir esquecê-la, Jasper acompanha à distância os acontecimentos.

Desgraças em filmes emocionam quando o diretor consegue identificação da audiência com os personagens. Logo na primeira cena, a diretora Shanon Maguire conquista as mulheres com as demonstrações de carinho entre mãe-filho. Não é à toa que os votos femininos no imdb foram mais benevolentes do que os masculinos. Talvez haja um excesso de sentimentalismo no roteiro, não sei. Como sou apaixonada pela cidade de Londres, me deixei levar. Mas foi o topless de Michelle Williams e a cena de relacionamento sexual, incendiária e dispensável, entre ela e Ewan McGregor o que chamou a atenção de muitos sites da web. A artista é ex-esposa de Heath Ledger e se separou dele pouco tempo antes de sua morte.

"Incendiário" enfatiza a coragem e resiliência com que os ingleses enfrentaram as tragédias de sua história. Um bom exemplo foi a atitude da rainha-mãe de permanecer em Londres durante os bombardeios nazistas, para encorajar a tropa e a população. Adolf Hitler chamou-a de "a mulher mais perigosa da Europa".

Diretor: Shanon Maguire
Roteiro: Shanon Maguire, baseado em livro de Chris Cleave
Música: Barrington Pheloung, Shigeru Umebayashi
Fotografia: Ben Davis
Elenco: Michelle Williams, Ewan McGregor, Matthew MacFadyen, Nicholas Gleaves

No escurinho do cinema


Em cartaz nos cinemas, dois filmes que merecem ser vistos na tela grande: "Distrito 9" (14 anos), ficção científica do sul-africano Neill Blomkamp e "Bastardos Inglórios" (18 anos) de Quentin Tarantino. Ambos fogem do trivial, foram escritos por seus diretores, divertem e dão o que pensar. Tem sido um fim-de-semana emocionante!
Há promoções de descontos para o cartão de crédito Visa ou no horário de 15h nos Cinemarks.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Chamada

Echelon Conspiracy
(2009) 105 min (14 anos)



Nascido em Omaha, Max Peterson viaja pelo mundo como especialista em segurança de computadores. Hospedado num hotel da Tailândia, ganha um sofisticado celular que ainda não foi lançado no mercado. Na tela negra do presente anônimo chegam instruções que lhe permitem ganhar muito dinheiro. À medida em que seus lucros aumentam, Max se vê perseguido por vários grupos e ameaçado pelo remetente do perigoso telefone.

O maior charme de "A Chamada" são as locações, especialmente as pontes de Praga, sobre o rio Vltava, e a praça do Kremlin, com a catedral de São Basílio ao fundo. O filme serve para debater o tema liberdades individuais x segurança do estado. Os direitos do cidadão à privacidade e segurança de seus dados pessoais podem ser ameaçados pelos governos ou pelos hackers. No mais, "A Chamada" é um filme de suspense que combina com pipoca e distrai, na falta de material mais interessante.

Diretor: Greg Marcks
Roteiro: Michael Nitsberg e Kevin Elders
Música: Bobby Tahouri
Fotografia: Lorenzo Senatore
Elenco: Shane West, Edward Burns, Ving Rhames, Martin Sheen, Sergey Gubanov, Tamara Feldman

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

By Star recebeu selo Blog de Ouro


Com alegria descobri que o By Star Filmes recebeu indicação do selo Blog de Ouro através do Wanderley Teixeira, autor do blog Raining Frogs . Entre milhares de espaços dedicados ao cinema na web, os blogs de Wanderley se destacam, pela maneira agradável e inteligente em que se expressa esse divertido e dedicado estudioso da 7ª arte. Agradeço e repasso a outros blogueiros, seguindo as instruções da premiação:

1 - Liana Clara de Negocios de familia
2- Maitê do Filha Prodiga
3- Aline do Femina
4- Bella do Good News

Os indicados devem:
1) Exibir a imagem do selo;
2) Postar o link do blog que te indicou;
3) Indicar 4 blogs de sua preferência;
4) Avisar os seus indicados;
5) Publicar as regras;
6) Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Nosso Querido Bob

What About Bob? *
(1991) 99 min (12 anos)



EUA - O Dr. Leo Marvin está muito satisfeito consigo mesmo. O psiquiatra nova-iorquino publicou um livro, sobre o método de "pequenos passos" no tratamento de fobias, e o programa de televisão "Good Morning America" deseja entrevistá-lo durante suas férias. No consultório, a secretária pede que o médico atenda o telefone. É um colega que precisa encaminhar-lhe um paciente.

Antes de aceitar, dr. Marvin pergunta se o cliente é psicopata. "Não, absolutamente. Bob chega pontualmente às consultas e paga adiantado." Enquanto desligam, notamos o ar de alívio e satisfação do colega. O controlado doutor Marvin não perde por esperar. Além de apresentar variadas fobias, a dependência e insegurança de Bob Wiley têm um efeito exasperante no terapeuta. Mas as outras pessoas, inclusive a esposa e filhos do médico, ficam encantadas com a simplicidade e alegria de Bob. As férias de Leo Marvin estão por um fio...

Bill Murray, Richard Dreyfuss e Charlie Korsmo, que interpreta o pequeno Siggy, filho do dr. Marvin, estão excelentes em seus papéis. Bill Murray improvisou tanto, que só foi possível escrever um roteiro completo depois de filmar todas as cenas de "Nosso Querido Bob". Não deve ter sido fácil para o resto do elenco manter a compostura durante as gravações!

Diretor: Frank Oz
Roteiro: Tom Schulman, baseado em história de Alvin Sargent & Laura Ziskin
Música: Miles Goodman
Fotografia: Michael Ballhaus
Elenco: Bill Murray, Richard Dreyfuss, Julie Hagerty, Charlie Korsmo, Fran Brill

*** excelente
** ótimo
* bom

Sem Asterisco - interessante

sábado, 17 de outubro de 2009

A Caverna do Cão Amarelo

Die Höhle des gelben Hundes * *
The Cave of the Yellow Dog
(2005) 93 min (Livre)

A vida nas estepes da Mongólia é muito simples, os nômades se satisfazem com pouco. Como a terra é pública, os pastores podem migrar para novos pastos quando julgam necessário. A família Batchuluun cria algumas vacas, cabras e ovelhas. A mãe está sempre ocupada, preparando o queijo, costurando, enquanto as crianças crescem livres, brincando, cuidando de seus assuntos. Nansal, a filha mais velha, encontra um filhote de cachorro, quando está guardando o rebanho. A menina apelida o cãozinho de Zocher e leva-o para casa. Isso não agrada ao pai; ele teme que lobos sigam o animal e ataquem as ovelhas.

A diretora Byambasuren Davaa registra a cultura e o estilo de vida dos povos nômades da Mongolia neste drama-documentário, de maneira idêntica ao que fez em "Camelos também Choram". Os atores são amadores.
(http://bystarfilmes.blogspot.com/2007/09/camelos-tambm-choram-2003-weeping-camel.html)


Mantendo a câmera à distância, sempre em standby, Byambasuren conseguiu total naturalidade das crianças, que não sabiam quando estavam sendo filmadas. Achei linda a cena em que a família desmonta a tenda (yurta*), arruma e carrega sua estrutura, panos e móveis nas carroças. Um círculo de grama seca fica marcado no local onde repousara o acampamento. O pai se ajoelha no meio e reza, desculpando-se pelo dano que causaram à terra. Abençoar o solo é um belo gesto, um exemplo para nos lembrar nossa responsabilidade no cuidado com a natureza.

"The Cave of the Yellow Dog" ainda não chegou ao Brasil. Como já se passaram 4 anos do seu lançamento, só podemos torcer para que ainda seja distribuído, pelo menos, em DVD. Antes disso pode ser adquirido por US$ 11,44 no site da Amazon, com legendas em inglês. http://www.amazon.com/dp/B000KHX70S?tag=imdb-adbox


* A yurta é uma estrutura circular desmontável, recoberta de feltro, que serve de habitação para os povos nômades da Ásia Central. No interior, é revestida por tapetes, colocados nas paredes e no chão.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Os Falsários

Die Fälscher *
The Counterfeiters

(2007) 98 min (14 anos)



Sentado na praia, um homem fuma e observa o movimento das ondas. Ali perto, sobre as pedras, a primeira página de um jornal francês estampa a manchete "A Guerra acabou!!". Carregando uma valise discreta, ele se dirige ao Hotel de Paris, onde o recepcionista repara em seu terno surrado e exige um depósito em dinheiro. Isso não parece ser problema. A maleta traz mais do que o suficiente para a estadia no hotel, cabelereiro, manicure, alfaiate e muitas fichas do cassino de Monte Carlo.

O judeu russo Salomon "Sally" Sorowitsch preferia usar seu talento para falsificar dinheiro e documentos do que para criar quadros. Acostumado à boa vida, descuida-se, é preso em 1936 e levado para um campo de concentração. Mais tarde é transferido para Sachsenhausen, onde os nazistas esperavam que chefiasse a Operação Bernhard. Uma equipe de especialistas judeus opera equipamento moderno, para falsificar a libra e o dólar, enfraquecendo a economia dos países aliados. Devem os prisioneiros ajudar o inimigo, em troca de comida, um colchão macio e a chance de sobrevivência?

Ao ler, na capa do DVD, a observação de um jornalista do Chicago Tribune, considerando "Os Falsários" melhor do que "A Vida dos Outros", minha filha comentou: "Duvido". Tive que concordar com ela. Ainda que bem-feito, com um tom realista de documentário, "Os Falsários" não apaixona, como acontece com a obra de Florian Henckel von Donnersmarck.

Curiosidades:
* Primeiro filme austríaco a ganhar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
* Adolf Burger, autor do romance em que o filme se inspirou, foi um dos falsários da equipe.

Diretor:
Stefan Ruzowitzky
Roteiro: Stefan Ruzowitzky, baseado em livro de Adolf Burger (The Devil's Workshop)
Música: Marius Ruhland
Fotografia: Benedict Neuenfels
Elenco: Karl Markovics, August Diehl, Marie Bäumer, Devid Striesow, Dolores Chaplin
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